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POLÍTICA

PSOL Veta Federação com o PT para 2026 Após Debate Interno

Decisão unânime prioriza renovação da aliança com a Rede Sustentabilidade; Boulos sofre revés.

07/03/2026 às 16:49
3 min de leitura
Cerimônia de anúncios relativos ao Novo PAC Seleções: extensão da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo e expansão dos Institutos Federais 29.06.2024 - Deputado Federal, Guilherme Boulos e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncios relativos ao Novo PAC Seleções: extensão da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo e expansão dos Institutos Federais, no bairro Jardim Sônia Regina. São Paulo - SP. Foto: Ricardo Stuckert / PR

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O PSOL rejeitou a proposta de federação com o PT para as eleições de 2026. A decisão foi tomada neste sábado, 7, durante reunião virtual do diretório nacional, com 47 votos contrários e 15 favoráveis.

“O tema foi acolhido e, assim como os demais, debatido de modo democrático e amplo, conforme nossa tradição partidária. Vamos seguir agora orientados pelas decisões hoje tomadas, mas sempre com respeito a posições divergentes,” informou a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, em nota.

O partido optou por renovar a aliança com a Rede Sustentabilidade, avaliando positivamente os resultados dos últimos quatro anos. A federação com a Rede é vista como ferramenta estratégica para superar a cláusula de barreira e garantir a manutenção institucional, além do acesso a recursos.

Motivações da Decisão

“A preservação da parceria visa fortalecer as bancadas e ampliar a representatividade federal e estadual, preservando a autonomia política e a identidade de cada sigla dentro de uma unidade programática,” comunicou o partido.

A ala do PSOL liderada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, enfrentou resistência interna em relação à federação com o PT. A recusa demonstra a persistência de divergências sobre a união, quase 22 anos após a dissidência que originou o PSOL.

A corrente de Boulos, Revolução Solidária, defendia a “unidade política para 2026 e para o futuro”. A defesa da federação gerou críticas e desligamentos, como os da vereadora de Florianópolis Ingrid Sateré Mawé e do economista José Luis Fevereiro.

Fevereiro argumentou que a busca pela federação seria um atalho após a derrota de Boulos na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2024. Para ele, o objetivo seria aproximar Boulos de Lula visando 2030.

Outras correntes do PSOL, como Movimento Esquerda Socialista e Primavera Socialista, também se manifestaram contrárias à federação. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) justificou a posição com argumentos matemáticos e estratégicos, defendendo a complementariedade dos papéis de PT e PSOL.

O líder do PSOL na Câmara, Tarcísio Motta (RJ), reforçou a necessidade de unidade para reeleger Lula, mas defendendo a independência para construir o futuro.

No Mato Grosso do Sul, um dos argumentos contrários à federação é a potencial aliança do PSOL com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), em um eventual cenário de federação com o PT.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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