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EUA devem classificar PCC e CV como organizações terroristas, diz Departamento de Estado

Medida pode ampliar a cooperação internacional, bloquear ativos e aplicar sanções financeiras contra as facções.

09/03/2026 às 12:19
3 min de leitura
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma reunião com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, na Sala do Gabinete da Casa Branca

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O governo dos Estados Unidos deve classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas transnacionais. A informação foi confirmada por Amanda Robertson, porta-voz do Departamento de Estado americano e assistente de Marco Rubio, em resposta a questionamento da Jovem Pan.

O anúncio ocorreu durante a cúpula “Escudo das Américas”, evento liderado por Donald Trump na Flórida, que reuniu líderes latino-americanos alinhados ao seu governo.

Caso a medida seja confirmada, os grupos criminosos brasileiros serão incluídos na lista oficial de organizações terroristas estrangeiras (FTO) mantida por Washington. Na prática, o enquadramento permite a ampliação da cooperação internacional para investigações, o bloqueio de ativos e a aplicação de sanções financeiras contra as facções.

O procedimento exige o cumprimento de etapas formais para entrar em vigor, incluindo a comunicação ao Congresso dos Estados Unidos e a publicação da decisão no diário oficial americano (Federal Register).

Cooperação de Segurança e Acordo com Países Fronteiriços

Durante a cúpula, os Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação de segurança com seis países que fazem fronteira com o Brasil, criando um “cinturão” estratégico. O tratado permite a realização de ações militares americanas nos territórios dessas nações signatárias.

O governo brasileiro não foi convidado para participar do evento. Segundo o Departamento de Estado americano, os EUA continuarão trabalhando em parceria com o Brasil, mas esperam que o país atenda às necessidades de segurança apontadas pelo bloco do Hemisfério Norte.

A possível sanção americana ocorre semanas após o presidente Lula (PT) afirmar ter conversado por telefone com Donald Trump. Na ocasião, o presidente brasileiro sugeriu o envio de agentes da Polícia Federal e da Receita Federal aos EUA para demonstrar os esforços do Brasil no combate ao crime organizado.

Nos bastidores, parlamentares brasileiros e autoridades internacionais se movimentam para apoiar a aprovação da medida pelo governo Trump.

Com informações de Eliseu Caetano

Reportagem produzida com auxílio de IA

Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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