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INTERNACIONAL

Ataques a instalações petrolíferas elevam preço do petróleo e acendem alerta global

Escalada no Golfo Pérsico ameaça abastecimento mundial e desafia esforços para conter a crise energética.

12/03/2026 às 06:49
3 min de leitura
Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que teve como alvo uma área nos subúrbios do sul de Beirute em 11 de março de 2026. O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio na semana passada, quando o Hezbollah atacou Israel em resposta ao assassinato do líder supremo iraniano em ataques conjuntos entre EUA e Israel. Israel, que manteve os ataques contra o Hezbollah apesar do cessar-fogo de 2024, lançou ataques em todo o Líbano e enviou tropas terrestres para áreas de fronteira.

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Ataques iranianos contra infraestruturas petrolíferas no Golfo Pérsico intensificaram-se, impulsionando os preços do petróleo bruto, mesmo após a liberação histórica de reservas estratégicas. A escalada eleva temores sobre o abastecimento mundial, com o tráfego paralisado no estratégico Estreito de Ormuz.

O barril de Brent do Mar do Norte ultrapassou novamente a marca de US$ 100 nesta quinta-feira, apesar da intervenção sem precedentes de grandes potências no mercado. A Agência Internacional de Energia (AIE), composta por 32 países, incluindo os EUA, havia decidido liberar 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas para acalmar as preocupações.

Ataques e Danos

No 13º dia do conflito, os danos às infraestruturas petrolíferas são cada vez maiores. O Bahrein reportou um ataque iraniano a depósitos de combustíveis, enquanto Omã teve depósitos incendiados no porto de Salalah. A Arábia Saudita também relatou um novo ataque com drones contra o campo de petróleo de Shaybah.

Um ataque a petroleiros perto da costa do Iraque resultou em pelo menos uma morte e desaparecidos. Um porta-contêineres foi atingido por um projétil na costa dos Emirados Árabes Unidos, causando um incêndio a bordo.

Reação Internacional

O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia prometido “grande segurança” no Estreito de Ormuz, via crucial para 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). Ele também alegou ataques a navios iranianos de instalação de minas.

O conflito, com início em 28 de fevereiro, já custou aos Estados Unidos mais de US$ 11 bilhões na primeira semana, segundo o The New York Times. A duração e o desfecho da crise permanecem incertos.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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