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INTERNACIONAL

Mídia iraniana desmente morte da viúva do aiatolá Ali Khamenei

Após relatos de sua morte em ataque, agência de notícias Fars News garante que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh está viva.

12/03/2026 às 21:19
3 min de leitura
Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, de 79 anos, esposa do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu nesta segunda-feira (2)

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A mídia estatal do Irã, por meio da agência semioficial Fars News, desmentiu nesta quinta-feira (12) as informações de que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, viúva do aiatolá Ali Khamenei, teria sido morta em um ataque dos EUA e Israel.

O jornal The Wall Street Journal havia divulgado inicialmente que ela teria morrido no ataque que vitimou o aiatolá e outros membros da família. A agência Fars News, no entanto, afirma que essa informação é falsa.

Não há informações disponíveis sobre o estado de saúde atual de Mansoureh, que tem 79 anos.

Em um comunicado, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá, lamentou a morte de seu pai, irmã e esposa, mas não mencionou sua mãe, Mansoureh.

Relembre o Caso

Inicialmente, foi divulgado que Mansoureh havia falecido na segunda-feira (2) em decorrência dos ferimentos sofridos no ataque de fevereiro, que também resultou na morte de seu marido, conforme noticiado pela imprensa iraniana.

A mídia estatal do Irã confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, na operação dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

Legado de Khamenei

Khamenei era o líder supremo do Irã desde 1989, sucedendo o aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da república islâmica. Anteriormente, ele também serviu como presidente do Irã de 1981 a 1989.

Nascido em 1939, Khamenei participou de protestos contra o reinado de Mohammad Reza Pahlavi e foi um dos líderes da Revolução Iraniana de 1979.

Como líder supremo, Khamenei reprimiu diversos protestos, incluindo mobilizações estudantis em 1999, manifestações após a eleição presidencial controversa de 2009 e a onda de contestação de 2019.

Mais recentemente, Teerã reprimiu o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, iniciado após a morte de Mahsa Amini, detida por supostamente infringir o código de vestimenta imposto às mulheres.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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