Deputada de SP causa polêmica ao se pintar para criticar parlamentar trans
Fabiana Bolsonaro (PL) alegou que ato foi um 'experimento social' e gerou acusações de racismo na Alesp.
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A deputada estadual de São Paulo, Fabiana Bolsonaro (PL), gerou grande controvérsia ao pintar o rosto e os braços para simular a aparência de uma pessoa negra durante sessão na Assembleia Legislativa (Alesp) nesta quarta-feira (18).
A parlamentar, que se declara de extrema-direita e conservadora, afirmou que realizava um “experimento social” em crítica à eleição da deputada federal Erika Hilton à presidência da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Segundo Fabiana, Hilton não representaria legitimamente os interesses das mulheres, da mesma forma que, segundo sua visão, ela não poderia sentir as dores do racismo “mesmo se travestindo de negra”.
Acusações de Racismo e Repercussão
A atitude da deputada gerou forte reação. A deputada Mônica Seixas (PSOL) acusou Fabiana de racismo e prática de “blackface”, solicitando a suspensão da sessão. Seixas também informou ter registrado queixa na delegacia da Alesp exigindo a prisão em flagrante da deputada.
A prática de “blackface” remonta ao século XIX nos Estados Unidos, quando artistas brancos se pintavam para caricaturar pessoas negras, reforçando estereótipos racistas e perpetuando a opressão. A atitude é amplamente considerada ofensiva por zombar de características físicas e minimizar a história de violência contra a população negra.
Apesar da coincidência no sobrenome, Fabiana Bolsonaro não possui parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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