Dirceu ataca Flávio Bolsonaro em festa de 80 anos e defende ‘revolução’ com Lula
Ex-ministro critica Bolsonaro e Milei, e pede campanha combativa para eleger Lula em 2024.
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O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT-SP), utilizou sua festa de 80 anos, realizada em um restaurante de luxo em Brasília na última terça-feira (17), para atacar o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) e defender uma campanha eleitoral combativa para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dirceu reuniu ministros, políticos da base governista e do Centrão, além de lideranças históricas do PT no evento.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Dirceu afirmou que Flávio Bolsonaro representaria a volta da extrema direita ao poder e que a “soberania do Brasil está em jogo” nas eleições deste ano. Segundo ele, Flávio implementaria um programa semelhante ao do presidente argentino Javier Milei, desvinculando o salário mínimo das aposentadorias, privatizando bancos públicos e a Petrobras, e acabando com o piso da saúde e educação. “Ele quer regredir o Brasil para o século 19”, disse Dirceu.
“Não podemos nos enganar, a volta do bolsonarismo se chama Flávio Bolsonaro. Ele é golpista como o pai e tem a mesma origem da extrema direita como o pai. O mais grave é que ele tomou um lado no mundo hoje: o lado do [presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump e o lado da guerra. Nós não podemos, em nenhum momento, imaginar o Brasil governado por ele. O Brasil vai ser governado pelo Trump, pelos interesses dos Estados Unidos, pelo império e pela guerra”, reforçou o ex-ministro.
Defesa de Lula e campanha ‘sem paz e amor’
Dirceu elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que ele demonstrou capacidade de governar o país diante de conflitos internacionais. No entanto, enfatizou que a campanha presidencial não será como a de 2002, quando Lula se elegeu pela primeira vez, marcada pelo lema “Lulinha paz e amor”.
“Nós temos que dizer claramente ao povo brasileiro: essa não é campanha de Lulinha paz e amor. Essa é uma campanha que nós temos que ganhar a maioria do povo brasileiro por uma revolução política e social no Brasil”, afirmou.
Críticas à direita e escândalos de corrupção
Condenado pelos escândalos do Mensalão e da Operação Lava Jato, Dirceu defendeu a investigação de fraudes bilionárias nos descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master. Ele também criticou políticos de direita que ascenderam com a bandeira anticorrupção, citando Jânio Quadros, Fernando Collor, Jair Bolsonaro e os presidentes da ditadura militar.
“É verdade que é preciso ir ao fundo no caso do Master e do caso do INSS, mas é preciso lembrar do Jânio Quadros, do Collor, do Bolsonaro e da própria ditadura. A ditadura foi dada em nome da luta contra a corrupção em primeiro lugar, depois a subversão”, disse Dirceu.
A festa contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros como Camilo Santana (Educação), Esther Dweck (Gestão), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Wolney Queiroz (Previdência Social), além de políticos do Centrão como Antonio Brito, Renan Calheiros e Celso Sabino.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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