Chanceler nega bases chinesas e critica pressão dos EUA sobre segurança no Brasil
Mauro Vieira refuta 'ilações' sobre presença militar chinesa e alerta para ingerência americana.
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, negou categoricamente a existência de bases militares chinesas no Brasil e criticou a pressão do governo dos Estados Unidos sobre a segurança interna do país. A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados nesta semana.
“Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceria militar, nem qualquer elemento que justifique as ilações descritas. Estamos falando de especulações derivadas de notícias de internet, cujos conteúdos foram descontextualizados”, afirmou o chanceler, rebatendo alegações sobre a presença militar chinesa no território nacional.
Pressão Americana
Outro ponto abordado por Vieira foi a pressão exercida durante a gestão de Donald Trump para que o Brasil classifique facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Vieira alertou para as possíveis consequências dessa medida: “Isso permitiria que as forças armadas americanas viessem ao território brasileiro, invadissem o território brasileiro para exterminar grupos terroristas”.
O ministro enfatizou a importância da soberania nacional e a necessidade de o Brasil definir suas próprias políticas de segurança, sem interferência externa. A declaração do chanceler reafirma a posição do governo brasileiro em defesa da sua autonomia e da não ingerência de potências estrangeiras em assuntos internos.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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