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POLÍTICA

Deputadas denunciam racismo e transfobia após fotos em ‘lista de suspeitos’ da polícia de PE

Duda Salabert e Erika Hilton acionaram a justiça após imagens serem usadas em reconhecimento fotográfico em Pernambuco.

28/03/2026 às 04:19
3 min de leitura
Erika Hilton e Duda Salabert

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As deputadas federais Duda Salabert (PDT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP) denunciaram, nesta semana, que suas fotos constavam em um livro de suspeitos da Polícia Civil de Pernambuco. O caso, segundo as parlamentares, configura racismo e transfobia institucional.

A denúncia foi feita inicialmente por Duda Salabert em suas redes sociais. “Isso é gravíssimo! Isso é racismo e transfobia institucional. Já acionei a Justiça. Não vamos aceitar que a identidade de travestis vire critério de suspeição”, escreveu a deputada.

Entenda o caso

A Defensoria Pública de Pernambuco informou que um inquérito policial foi aberto em abril para apurar o roubo de um celular. Quarenta dias depois, um procedimento de reconhecimento fotográfico foi realizado com seis imagens, incluindo as de Erika Hilton e Duda Salabert.

Segundo a Defensoria, a inclusão das fotos das deputadas só pode ser explicada pelo fato de serem mulheres negras e trans. “O critério de seleção adotado pela autoridade policial foi o pertencimento a um grupo identitário de gênero e raça, e não qualquer semelhança individualizada com a descrição física da suspeita”, afirmou o órgão.

Erika Hilton também se manifestou sobre o caso, relatando que cobrou respostas da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). “Isso é incompetência, discriminação e, sim, transfobia”, declarou a deputada.

Raquel Lyra conversou com as deputadas e pediu desculpas, determinando apuração rigorosa com abertura de processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.

Posicionamento do Governo de Pernambuco

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que a Corregedoria iniciou uma investigação preliminar e que a Polícia Civil assegura a apuração rigorosa dos fatos, reforçando a implementação de diretrizes e protocolos para orientar seus servidores. O órgão repudiou qualquer prática de preconceito e discriminação.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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