Eleição-tampão no Rio de Janeiro pode ser adiada após ofício ao TSE
Governador interino questiona possível fraude na renúncia de Castro e pede esclarecimentos ao TSE sobre tipo de eleição.
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O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, enviou nesta quarta-feira (25) um ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a definição sobre a modalidade da eleição para o próximo governador do estado. A medida pode levar ao adiamento da eleição-tampão.
O documento busca esclarecer se a renúncia do ex-governador Cláudio Castro configurou uma tentativa de evitar a realização de eleições diretas. “A renúncia de Cláudio Bomfim de Castro e Silva, caracteriza, em tese, uma tentativa de burla à hipótese de eleições diretas“, afirma o documento do PSD direcionado ao governador interino.
Entenda a Situação
Em coletiva de imprensa, Couto explicou que, inicialmente, a saída de Castro se deu por renúncia, configurando uma vacância não eleitoral e, portanto, resultando em uma eleição indireta, decidida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
No entanto, com a cassação do mandato de Castro, a legislação eleitoral prevê a realização de eleições diretas. A complexidade da situação é agravada pela inelegibilidade de outras figuras políticas.
A situação peculiar no Rio de Janeiro ocorre porque o vice-governador, Thiago Pampolha, assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em 2025. Além disso, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, também se tornou inelegível após votação no TSE.
Antes da votação no TSE, Bacellar havia renovado o pedido de licença do mandato. Ele não exercia o cargo desde 10 de dezembro do ano passado, após ser preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), em 3 de dezembro.
O parlamentar é acusado de vazar informações sigilosas sobre a investigação contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, acusado de intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do Rio de Janeiro.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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