Domingo, 29 de Março de 2026
Menu
POLÍTICA

Boulos permanece no PSOL para 2026 e encerra rumores de ida ao PT

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência garante permanência no partido visando as próximas eleições.

29/03/2026 às 02:49
3 min de leitura
Guilherme Boulos fala na Câmara dos Deputados

Anuncie Aqui

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou nesta sexta-feira (27) que o “Movimento por uma Revolução Solidária”, seu grupo político no PSOL, permanecerá no partido para a disputa das eleições de 2026. A decisão põe fim a especulações sobre uma possível migração para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o grupo, que também inclui a deputada federal Erika Hilton, justificou a permanência como um ato de “responsabilidade política”. A nota salienta que a saída imediata das lideranças dificultaria a superação da cláusula de barreira pelo PSOL, impactando sua viabilidade institucional.

“Uma saída imediata destas figuras do PSOL tornaria praticamente impossível ao partido ultrapassar a cláusula de barreira, levando à sua inviabilização institucional”, afirma o comunicado.

Críticas à Decisão do PSOL

Apesar da permanência, Boulos e seus aliados criticaram a rejeição da maioria do partido à federação com o PT para as eleições deste ano, classificando-a como um “grave erro”. O movimento considera que a união seria crucial para fortalecer o campo progressista.

O texto também rebate críticas internas, mencionando “ataques públicos rebaixados” vindos de setores do PSOL. O grupo acusa esses setores de promover a divisão da esquerda e expor polêmicas nas redes sociais para desqualificar lideranças.

“Seguiremos debatendo nossos rumos políticos e partidários, motivados pela defesa unidade do campo progressista contra o fascismo e por um projeto de esquerda que busque formar maiorias populares. Este projeto é liderado pelo Presidente Lula e com ele estaremos lutando em cada canto do Brasil por sua reeleição”, conclui a nota.

A confirmação da permanência ocorre após a divulgação de uma carta por uma ala dissidente da Revolução Solidária, que afirmava que Boulos anunciaria sua ida ao PT, gerando uma crise interna. À época, Boulos criticou o comunicado, mas sem negar a intenção de deixar o PSOL.

Segundo o grupo dissidente, Boulos teria negociado as condições da migração com o presidente do PT-SP, Kiko Celeguin, incluindo a candidatura de sua esposa, Natália Boulos, pelo PT. A proposta de federação entre os partidos teria sido apresentada para gerar conflito e facilitar a desfiliação.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias