CPMI do INSS: Bolsonaro deve ser indiciado como ‘chefe do esquema’, diz deputado
Relatório da CPMI aponta para crimes de furto qualificado, organização criminosa e improbidade administrativa.
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O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou nesta sexta-feira (27) que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS propõe o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como o principal responsável por descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo Pimenta, o relatório, que representa a posição da maioria da CPMI, sugere que Bolsonaro responda por furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa. “Não temos dúvidas de que essa organização criminosa tinha um comando centralizado”, afirmou o deputado.
Ligação com o Banco Master
O parlamentar também apontou uma ligação direta entre os descontos indevidos e o caso do Banco Master. Ele alegou que parte do dinheiro arrecadado com as cobranças teria financiado campanhas de Onyx Lorenzoni, Tarcísio de Freitas e do próprio Bolsonaro, através de depósitos feitos por Fabiano Zettel.
O relatório da CPMI propõe o indiciamento de 201 pessoas, incluindo 130 agentes públicos e privados. Além disso, sugere que a Polícia Federal (PF) investigue a fundo 62 pessoas físicas e nove pessoas jurídicas. O senador Flávio Bolsonaro também está entre os investigados.
Pimenta enfatizou que o relatório é baseado em provas e não tem motivação eleitoral. Ele ainda mencionou que os descontos associativos existem desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, mas as cobranças não autorizadas começaram na gestão de Michel Temer.
O deputado afirmou que as mudanças internas no INSS que facilitaram os descontos indevidos ocorreram a partir de 2019, com a chegada de Bolsonaro ao Planalto. Ele relatou que um decreto do governo permitiu que um grande número de instituições recebesse autorização para realizar os descontos.
A CPMI do INSS, instalada em agosto, está realizando a leitura e votação do relatório final nesta sexta-feira. O foco principal da comissão foi investigar fraudes em empréstimos consignados.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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