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POLÍTICA

CPMI do INSS: Bia Kicis chama Soraya Thronicke de ‘sirigaita’ em sessão tensa

Deputada federal ataca senadora sul-mato-grossense durante defesa de relator acusado em notícia-crime.

30/03/2026 às 09:08
3 min de leitura
Deputada Federal Bia Kicis em frente a sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro

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A sessão da CPMI do INSS desta sexta-feira (27) foi marcada por um confronto acalorado entre a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Kicis se referiu à senadora como “sirigaita” enquanto defendia o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).

A declaração ocorreu em resposta a uma notícia-crime protocolada na Polícia Federal por Soraya Thronicke e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) contra Gaspar. A denúncia acusa o relator de estupro de vulnerável e fraude processual em um caso antigo.

Kicis classificou a denúncia como “nojenta e abjeta”, acusando a oposição de usar uma “jogada suja” para desviar o foco das investigações da CPMI. “As denúncias visam apenas manchar o caráter do relator e envergonham a classe política brasileira”, afirmou.

Relator nega acusações

Alfredo Gaspar nega veementemente as acusações e as classifica como “cortina de fumaça” contra seu relatório. Durante a sessão, ele apresentou um vídeo em que a suposta vítima nega a ocorrência do crime.

Rejeição do Relatório Final

Na madrugada deste sábado (28), a CPMI do INSS rejeitou o relatório final sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. O documento, formulado por Gaspar, propunha o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”. A votação resultou em 19 votos contra e 12 a favor.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana, se recusou a discutir o texto alternativo apresentado pelo governo. A CPMI foi finalizada sem a apresentação de um relatório final consolidado.

Segundo o relatório rejeitado, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria ligações com operadores do esquema, inclusive em viagens internacionais e transações financeiras suspeitas. O documento também sugeria alterações na legislação para criminalizar a abordagem abusiva de idosos para oferta de crédito e fortalecer as investigações de CPIs.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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