Flávio Bolsonaro adota tom antissistema em discurso nos EUA e defende legado do pai
Senador se declara "Bolsonaro 2.0" e critica "agenda ambientalista radical" e "interesses das elites globais".
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Em um discurso de tom conservador, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou uma postura antissistema durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) nos Estados Unidos, neste sábado (28). Ele afirmou que, caso eleito, lutará contra a “agenda ambientalista radical”, a “agenda woke” e os “interesses das elites globais”.
Flávio se definiu como “Bolsonaro 2.0” e destacou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentou a “tirania da Covid”. “Ele [Jair Bolsonaro] lutou contra cartéis de drogas. Ele lutou contra interesses da elite global, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destruiu famílias, mas acima de tudo ele lutou pela liberdade”, declarou o senador.
O senador também mencionou a relação de Jair Bolsonaro com o ex-presidente americano Donald Trump, afirmando que seu pai foi o último líder mundial a reconhecer Joe Biden como presidente dos EUA.
Críticas à Prisão de Jair Bolsonaro
Flávio Bolsonaro comparou a situação do pai à de Donald Trump, alegando que Jair Bolsonaro está sendo perseguido por defender valores conservadores. “A acusação formal é semelhante à que o presidente Donald Trump enfrentou. Mas a verdadeira razão é a mesma. O maior líder político do meu país está preso por defender nossos valores conservadores sem medo e por se opor ao sistema com tudo o que tinha”, disse.
O senador ainda acusou as mesmas pessoas que prenderam Jair Bolsonaro de terem libertado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “As mesmas pessoas que prenderam meu pai tiraram este homem, o ex-presidente socialista Lula, condenado várias vezes por corrupção, da prisão e o colocaram de volta na presidência”, afirmou.
Minerais Críticos e a Dependência da China
Em outro ponto do discurso, Flávio Bolsonaro abordou a questão dos minerais críticos e a dependência dos Estados Unidos em relação à China. Ele ressaltou que o Brasil pode ser uma solução para reduzir essa dependência, uma vez que a China controla grande parte da mineração e do processamento desses minerais, essenciais para a indústria de tecnologia e defesa.
Ao final de sua fala, Flávio Bolsonaro voltou a tecer críticas ao presidente Lula, reforçando seu posicionamento conservador e antissistema.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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