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Acervo Histórico de MS Será Totalmente Digitalizado

Parceria inédita garante acesso ampliado e preservação da memória sul-mato-grossense para futuras gerações.

01/04/2026 às 10:00
3 min de leitura

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O Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul terá todo seu acervo digitalizado graças a uma parceria entre a FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) e o IPDCI (Instituto de Preservação Documental e Cultural Interamericana). O acordo, formalizado nesta semana, visa ampliar o acesso, a preservação e a segurança de documentos históricos do estado.

A iniciativa beneficiará também acervos de instituições parceiras, como o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, a Cúria Diocesana de Corumbá e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Detalhes da Parceria

O IPDCI será responsável por fornecer os equipamentos e a equipe técnica para a digitalização, além de manter uma cópia do material. O acervo físico permanecerá sob a propriedade do Estado, enquanto o conteúdo digital terá copropriedade, respeitando a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Segundo Douglas Alves da Silva, coordenador do Arquivo Público Estadual, a digitalização permitirá incorporar acervos ainda não digitalizados de parceiros institucionais, aumentando significativamente o volume de documentos disponíveis online. “O acervo físico é preservado, enquanto o digital passa a ser captado e organizado, facilitando o acesso e a integração de diferentes fontes históricas”, explica.

Impacto na Pesquisa Histórica

A digitalização representa um avanço para a pesquisa histórica. A disponibilidade dos documentos em formato digital permitirá a indexação e buscas mais rápidas, além de reduzir o manuseio dos materiais originais, muitos deles frágeis e com risco de deterioração. A medida contribui diretamente para aumentar a vida útil dos documentos físicos.

Eduardo Mendes, diretor-presidente da Fundação de Cultura, destacou que a iniciativa garante a salvaguarda de registros que documentam desde a criação do Estado até os dias atuais. “A digitalização assegura que esse patrimônio não seja perdido por fatores como desgaste, incêndios ou danos ambientais, mantendo o acesso permanente às informações”, afirmou.

O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, avalia que a ação fortalece a preservação da memória sul-mato-grossense e amplia o acesso ao conhecimento. “Trata-se de um avanço estratégico que disponibiliza uma base documental essencial para pesquisadores, acadêmicos e para a população em geral, contribuindo também para o planejamento do futuro a partir da compreensão do passado”, conclui.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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