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INTERNACIONAL

Expurgo no Exército Americano: Comandante é Demitido em Meio à Guerra

Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, promove mudanças drásticas em meio a conflito com o Irã.

03/04/2026 às 09:40
3 min de leitura
Esta combinação de fotos, criada em 2 de abril de 2026, mostra o Chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, General Randy George (à esquerda), em Washington, DC, em 19 de setembro de 2025, e o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em Washington, DC, em 31 de março de 2026. O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, pediu ao General Randy George que renunciasse ao cargo de chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, disse um oficial americano em 2 de abril. O oficial confirmou uma reportagem da emissora americana CBS, que afirmava que George havia sido solicitado a se aposentar imediatamente.

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Em um movimento surpreendente, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, obteve a renúncia imediata do comandante do Estado-Maior do Exército, Randy George, além de outros dois comandantes. A decisão ocorre em um período de guerra contra o Irã e levanta questionamentos sobre a politização das Forças Armadas.

O general George “deixará com efeito imediato suas funções”, anunciou Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, na quinta-feira à noite. Parnell desejou uma “feliz aposentadoria” ao militar, mas não detalhou os motivos da saída repentina. Segundo a CBS News, Hegseth busca nomear alguém alinhado com a visão do presidente Trump para o Exército.

Substituto e Contexto da Demissão

O general Christopher LaNeve, ex-conselheiro militar de Hegseth e até então o número dois do Exército, assumirá interinamente o cargo. A demissão de George, que era o principal responsável administrativo do Exército, acontece em meio a um expurgo de comandantes militares de alto escalão durante o segundo mandato de Donald Trump.

Além de George, foram dispensados o general David Honde, responsável pelo treinamento do Exército, e o general William Green Jr., à frente do corpo de capelães.

Carreira de Randy George

Ao longo de quase quatro décadas de carreira militar, George serviu no Iraque e Afeganistão, além de ter sido subchefe do Estado-Maior do Exército e conselheiro militar do secretário de Defesa Lloyd Austin no governo Biden.

Preocupações com a Politização

Congressistas democratas manifestaram preocupação com a possível politização das Forças Armadas, tradicionalmente neutras. A onda de demissões inclui figuras como o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Charles “CQ” Brown, e comandantes da Marinha, Guarda Costeira, Agência de Segurança Nacional, entre outros.

O secretário de Defesa, que renomeou sua pasta como Departamento de Guerra, defendeu o direito do presidente de escolher seus líderes, mas as mudanças drásticas geram debates sobre o futuro das Forças Armadas americanas.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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