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INTERNACIONAL

Brasil e EUA unem forças contra o tráfico internacional de armas e drogas

Cooperação inédita entre Receita Federal e agência de fronteiras dos EUA mira rotas sensíveis e compartilhamento de inteligência.

10/04/2026 às 22:40
3 min de leitura
Maior apreensão de armas da história do Brasil

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Brasil e Estados Unidos formalizaram, nesta sexta-feira (10), um acordo de cooperação para combater o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria visa integrar esforços de inteligência e promover o compartilhamento de informações em tempo real entre a Receita Federal brasileira e a agência de fronteiras norte-americana.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o acordo, nomeado Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), é resultado de diálogos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano, Donald Trump. As tratativas iniciaram em janeiro de 2026, após visita técnica a Foz do Iguaçu, consolidando o alinhamento para fortalecer a atuação em áreas críticas, como a Tríplice Fronteira.

Sistema Remoto de Análise

O sistema Remote Targeting permitirá a análise remota de cargas e o envio contínuo de dados e relatórios de inteligência dos EUA ao Brasil, facilitando a identificação de remessas ilícitas. No Brasil, a Receita Federal repassará as informações à Polícia Federal (PF).

Programa Desarma: Rastreamento Ampliado

A principal iniciativa da cooperação é o lançamento do Programa Desarma, que ampliará a capacidade de rastreamento internacional de armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros produtos sensíveis. O compartilhamento de informações estratégicas sobre apreensões, como tipo de material, origem, informações logísticas e números de série, será crucial para mapear redes ilícitas de comércio internacional de armas.

A ferramenta também possibilitará o envio de alertas às autoridades aduaneiras dos países de origem ou de mercadorias confiscadas.

O anúncio da cooperação ocorre em um momento em que Trump avalia classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O Planalto busca criar canais de confiança com a Casa Branca para impedir essa classificação. Durigan afirmou que a tipificação das facções não foi debatida durante as negociações para o acordo.

Com informações de Agência Estado e Reuters

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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