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POLÍTICA

Empresário Maurício Camisotti fecha acordo de delação premiada com a Polícia Federal

Delação do empresário preso por fraudes no INSS pode levar à prisão domiciliar e a novas revelações no caso Sem Desconto.

10/04/2026 às 08:40
3 min de leitura
Empresário Maurício Camisotti confessa fraudes no INSS e assina delação premiada com a PF

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O empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro do ano passado, firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF), confessando fraudes nos descontos do INSS. A informação foi apurada pela Jovem Pan e confirmada pelo MS Digital News.

Camisotti é apontado como um dos principais operadores do esquema investigado na Operação Sem Desconto, sendo acusado de fraude na arrecadação de dívidas e corrupção para facilitar o esquema. A delação é a primeira da investigação.

Negociação e Homologação

O acordo de delação foi negociado desde o fim do ano passado. A defesa de Camisotti já enviou o material ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela homologação. Existe a expectativa de que, com a delação, o ministro conceda prisão domiciliar ao empresário.

O texto ainda precisa passar pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas a negociação foi feita diretamente com a Polícia Federal.

Operação Sem Desconto e Desdobramentos

Camisotti foi alvo da mesma fase da Operação Sem Desconto que prendeu Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A operação investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, que ganhou repercussão em abril do ano passado, após a primeira ação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Os investigadores suspeitam que entidades responsáveis pelos descontos e as empresas que prestam serviços para elas funcionavam como fachada para lavagem de dinheiro.

Relatório Paralelo da CPMI do INSS

Parlamentares da base do governo Lula entregaram um relatório alternativo da CPMI do INSS à Polícia Federal, CGU e MPF, e planejam entregar ao STF. O documento detalha mudanças a partir de 2016 que, segundo eles, possibilitaram o escândalo do INSS.

O relatório alternativo propõe o indiciamento de 130 pessoas e a continuidade das investigações sobre outras 71, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Flávio, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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