Empresário Maurício Camisotti fecha acordo de delação premiada sobre fraudes no INSS
Primeira delação do caso já está no STF; defesa espera prisão domiciliar para o empresário preso desde setembro.
Anuncie Aqui
O empresário Maurício Camisotti firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF), confessando fraudes em descontos indevidos de benefícios do INSS. A delação, a primeira do caso, foi enviada ao ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF).
A defesa de Camisotti espera que ele obtenha o benefício da prisão domiciliar. O empresário está preso desde setembro do ano passado.
Acusações e Operação Sem Desconto
Além da confissão das fraudes, Camisotti é acusado de corrupção para facilitar o esquema e de fraude na arrecadação de dívidas. As investigações o apontam como um dos principais operadores da “Operação Sem Desconto”, atuando como líder empresarial e sócio oculto da Associação Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC). Segundo a denúncia, ele era um dos beneficiários diretos das fraudes, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão.
Em junho do ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) bloqueou R$ 2,8 bilhões em bens e ativos financeiros de associações, empresas e pessoas físicas investigadas por suspeita de fraudes contra aposentados e pensionistas, incluindo a AMBEC.
As autoridades alegam que as entidades responsáveis pelos descontos nas aposentadorias e as empresas que prestavam serviços a elas funcionavam como fachada para lavagem de dinheiro. Camisotti foi alvo da mesma fase da operação policial que prendeu Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
CPMI do INSS
A atuação do empresário foi mencionada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O relatório final do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) propôs o indiciamento de Camisotti, classificando-o como o líder empresarial do esquema bilionário na AMBEC. No entanto, o relatório foi rejeitado pelo colegiado, encerrando a CPMI sem aprovação de um relatório final.
O relatório final da CPMI propunha o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento também sugeriu alterações na legislação para combater fraudes contra idosos.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
Ver mais matérias
Comentários