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INTERNACIONAL

Viktor Orbán reconhece derrota histórica na Hungria após 16 anos no poder

Em reviravolta surpreendente, o primeiro-ministro húngaro admitiu a vitória do opositor Péter Magyar nas eleições parlamentares.

12/04/2026 às 17:00
3 min de leitura
Viktor Orbán perde para Peter Magyar

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O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu a derrota nas eleições parlamentares do país. Ele telefonou para seu opositor, Péter Magyar, e reconheceu o resultado como “doloroso, mas inequívoco”.

Com 87% dos votos apurados até as 17h30 deste domingo (12), o partido Tisza, liderado por Magyar, conquistou 138 assentos no Parlamento húngaro. O Fidesz, partido de Orbán, obteve 54 cadeiras.

Após 16 anos no poder, Orbán deixará o cargo de primeiro-ministro. Os eleitores húngaros foram às urnas neste domingo para eleger os 199 parlamentares que definirão o futuro do país.

No sistema eleitoral húngaro, 106 assentos são definidos pelo candidato mais votado em cada região. As 93 cadeiras restantes são divididas entre os partidos, proporcionalmente à porcentagem total de votos que cada um recebeu em âmbito nacional.

O cargo de primeiro-ministro será ocupado pelo candidato eleito internamente pelos novos parlamentares. A maioria eleita pertencendo ao partido de Péter Magyar, ele é o favorito para assumir o posto.

Quem é Péter Magyar?

Considerado um líder perspicaz, Viktor Orbán dominou a política húngara por 16 anos, tornando-se uma figura polarizadora. O ultranacionalista de 62 anos, aliado de Donald Trump, da China e da Rússia, e crítico da União Europeia, viu seu poder enfraquecer nestas eleições.

Apesar de liderar um país com 9,5 milhões de habitantes, Orbán ganhou notoriedade internacional por sua oposição à imigração, aos direitos LGBTQIA+ e ao apoio ocidental à Ucrânia.

Orbán surgiu no cenário político em 1989, durante o declínio do comunismo húngaro, com um discurso inflamado em defesa da democracia e da retirada das tropas soviéticas. Ele se tornou um dos nomes em ascensão na “nova” Europa, assumindo o cargo de deputado no Parlamento em 1990.

No entanto, ele abandonou sua imagem de liberal radical e transformou o Fidesz em uma força de centro-direita, defendendo valores familiares e cristãos. Essa estratégia o levou ao cargo de primeiro-ministro em 1998, aos 35 anos.

Curiosamente, Péter Magyar já foi um apoiador de Orbán, antes de se tornar seu principal rival. Vindo de uma família conservadora, Magyar construiu uma carreira no setor público, inclusive como diplomata na União Europeia.

Sua trajetória tomou um novo rumo após um escândalo de perdão em um caso de abuso infantil, que abalou o governo de Orbán e levou à renúncia da presidente Katalin Novak e da então ministra da Justiça, Judit Varga, ex-esposa de Magyar. Ele denunciou a corrupção no governo e renunciou a seus cargos públicos.

Com informações de AFP e Jovem Pan News.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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