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INTERNACIONAL

Opositor pró-Europa derrota Orbán na Hungria e abala laços com Trump

Péter Magyar promete governar para todos os húngaros após vitória expressiva sobre o nacionalista Viktor Orbán.

13/04/2026 às 08:20
3 min de leitura
Péter Magyar

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O candidato pró-europeu Péter Magyar obteve uma vitória expressiva sobre o ex-primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán nas eleições húngaras. Magyar prometeu, nesta segunda-feira (13), governar para “todos os húngaros”, marcando um ponto de inflexão na política do país.

“É uma imensa honra que vocês tenham nos concedido sua confiança, com o maior número de votos já obtido, para trabalharmos por uma Hungria livre, europeia, funcional e humana”, escreveu Magyar em suas redes sociais.

Com 98,94% das urnas apuradas, o partido de Magyar, o Tisza, conquistou 138 das 199 cadeiras no Parlamento, com 53,07% dos votos. O Fidesz de Orbán obteve 55 cadeiras (38,43% dos votos), em uma eleição com taxa de participação recorde de 79,50%.

Orbán reconheceu a derrota, mencionando resultados “dolorosos, mas inequívocos”, e parabenizou “o partido vencedor”.

Implicações Internacionais

A derrota de Orbán, que transformou a Hungria em um modelo de democracia iliberal, representa um revés para movimentos nacionalistas e de extrema direita, inclusive para a ala MAGA de Donald Trump, que apoiou o ex-primeiro-ministro húngaro. Analistas consideram a derrota um golpe contra o autoritarismo.

A presidência russa expressou respeito pelo voto dos húngaros e espera manter “contatos pragmáticos com as novas autoridades”. Líderes europeus, como Emmanuel Macron e Donald Tusk, celebraram o resultado. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerou que a Hungria “escolheu a Europa”.

A vitória de Magyar implica “menos bloqueios em perspectiva e uma cooperação mais amistosa para a UE e a Ucrânia”, segundo analistas. No entanto, alertam que o resultado não significa o fim do populismo na Europa.

Magyar prometeu restabelecer os contrapesos e garantir “o funcionamento democrático” da Hungria. O futuro primeiro-ministro já foi integrante do Fidesz, que ele abandonou ao denunciar supostas práticas corruptas no governo de Orbán.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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