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ESTADO

MS lança painel inédito com dados sobre povos originários

Ferramenta inédita revela dados demográficos e sociais das 139 etnias indígenas em Mato Grosso do Sul.

18/04/2026 às 09:00
3 min de leitura

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Mato Grosso do Sul, estado com a terceira maior população indígena do Brasil, agora conta com um painel inédito que detalha quem são, onde vivem e como estão seus povos originários. O Painel Povos Originários reúne dados essenciais sobre população, território, etnias e condições de vida, visando transformar informações em políticas públicas eficazes.

O estado abriga 116.469 indígenas, representando 6,9% do total nacional. A maioria (59%) reside em terras indígenas, com uma população jovem (15 a 29 anos) e leve predominância feminina. A diversidade é marcante: 139 etnias e 48 línguas indígenas estão presentes em MS, superando visões simplistas.

Diversidade Étnica e Reconhecimento

Oficialmente, Mato Grosso do Sul reconhece oito etnias originárias: Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Guató, Ofaié e Atikum. O número ampliado de etnias reflete a consolidação do estado como polo de referência, atraindo indígenas de diversas regiões, especialmente para educação e saúde.

Desenvolvimento e Acesso à Informação

O painel, desenvolvido pelo Observatório da Cidadania em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e a UFMS, organiza dados sobre natalidade, envelhecimento, educação, moradia e distribuição territorial nos 79 municípios.

“Este painel visa dar visibilidade à presença e diversidade dos povos originários. Ao reunir informações sobre distribuição territorial, perfil populacional e condições socioeconômicas, ele contribui para o reconhecimento das especificidades culturais e históricas desses povos e para o fortalecimento de políticas públicas mais justas e direcionadas”, afirma o coordenador do Observatório da Cidadania, professor Samuel Leite de Oliveira.

O secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, destaca o avanço histórico no planejamento de políticas públicas: “Não existe política pública séria sem dados. Sem informação, corremos o risco de investir recursos onde não são mais necessários e deixar de atender quem realmente precisa.”

Sarmento relembra que, no passado, essas informações eram inexistentes, impactando a vida de muitas pessoas. “O que estamos fazendo agora é olhar para essas pessoas com seriedade e responsabilidade”, conclui.

Histórico e Motivação

A construção do painel foi motivada pela ausência de dados. Josias Ramires Jordão, técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, do povo Terena, relata a dificuldade de planejar ações sem informações precisas.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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