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Hospital de Três Lagoas Acelera Captação de Órgãos e Já Supera Metade do Total de 2025

Com duas captações em 2026, unidade da Costa Leste reforça sua atuação e amplia o impacto na fila de transplantes em Mato Grosso do Sul.

29/04/2026 às 07:31
3 min de leitura

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Em um notável avanço para a saúde pública de Mato Grosso do Sul, o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, já alcançou em 2026 metade do total de captações de órgãos realizadas em todo o ano de 2025. Com duas doações registradas nos primeiros meses deste ano, a unidade administrada pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) demonstra um ritmo acelerado que reforça a esperança para centenas de pacientes na fila de transplantes.

As duas captações de 2026 ocorreram em 17 e 25 de fevereiro, envolvendo um homem de 32 anos e uma mulher de 53, ambos da região da Costa Leste. Em ambos os procedimentos, rins foram captados e destinados a pacientes sul-mato-grossenses que aguardavam por um transplante. Desde a implantação do serviço de captação em maio de 2025, o hospital já totaliza seis procedimentos. No ano passado, foram quatro captações ao longo de oito meses, enquanto em 2026, com menos de quatro meses completos, a unidade já registrou duas.

A complexidade por trás de cada doação é gerenciada por uma articulação rigorosa entre as equipes hospitalares e a Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET/MS). O cirurgião Gustavo Rapassi, especialista em transplante de fígado e pâncreas e líder da equipe que atua em Três Lagoas, detalha o fluxo: “A dinâmica da doação parte da notificação da morte pela equipe hospitalar. Essa informação é encaminhada para a OPO (Organização de Procura de Órgãos) e, em seguida, para a CET/MS, que coordena todo o processo. Após a autorização da família, iniciamos uma série de avaliações até a captação”.

Rapassi sublinha a urgência e a integração como pilares para o sucesso dos transplantes. “Contamos com apoio logístico, como transporte aéreo, que reduz o tempo e aumenta a viabilidade dos órgãos. Esse trabalho conjunto é fundamental para salvar vidas”, pontua. O processo, desde a chegada da equipe da Central de Transplantes até o retorno a Campo Grande, dura em média quatro horas, incluindo deslocamento, cirurgia de captação e transporte do órgão. Durante esse período crucial, o paciente receptor já se encontra preparado, aguardando, o que eleva a eficiência e a agilidade a etapas decisivas para o êxito do procedimento.

O cirurgião também enfatiza o crescente protagonismo do interior do estado nas doações de órgãos. “Foi a segunda vez, em menos de dez dias, que viemos a Três Lagoas. Isso é uma surpresa muito positiva. Cada vez mais, hospitais do interior têm se destacado na notificação e efetivação de doadores, o que amplia as chances de atendimento aos pacientes que aguardam na fila”, conclui Rapassi, evidenciando o papel vital que unidades como o Hospital Regional de Três Lagoas desempenham na rede de transplantes de Mato Grosso do Sul.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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