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Servidora de MS Conclui Mestrado e Propõe Observatório de Migrações Internacionais

Ana Lucia de Souza, pedagoga com 23 anos de serviço público, defendeu tese sobre a falta de dados migratórios e busca implementar ferramenta estratégica para o Estado de Mato Grosso do Sul.

04/05/2026 às 01:06
3 min de leitura

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Ana Lucia de Souza, pedagoga com 23 anos de atuação na administração pública estadual de Mato Grosso do Sul, concluiu seu mestrado em Desenvolvimento Local. Sua pesquisa propõe a criação de um observatório estadual de migrações internacionais, visando organizar dados e subsidiar políticas públicas, especialmente com a iminente expansão da Rota Bioceânica.

Trajetória e Conquista Acadêmica

Desde 2003 no quadro da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Ana Lucia dedicou os últimos oito anos à Secretaria Executiva de Direitos Humanos. Sua trajetória profissional se desenvolveu integralmente no serviço público estadual.

A conclusão do mestrado, com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, representa um marco pessoal e acadêmico para a servidora. “Era um sonho antigo. Quando surgiu a oportunidade, foi uma surpresa. Eu queria muito, mas não imaginava que aconteceria naquele momento”, relata Ana Lucia.

A vaga resultou de uma parceria entre a Fundação Escola de Governo de Mato Grosso do Sul e a Universidade Católica Dom Bosco, que ofereceu oportunidades a servidores efetivos do Estado.

Da Prática à Proposta Científica

A escolha do tema da pesquisa surgiu da experiência diária. Ana Lucia identificou uma lacuna crucial: a ausência de dados consolidados sobre migração internacional em Mato Grosso do Sul. “As informações são muito fragmentadas. Um pouco está na saúde, outro na educação, outro em cadastros específicos. Isso dificulta tanto o atendimento quanto o planejamento de políticas públicas”, explica a pedagoga.

Para suprir essa carência, sua dissertação propõe um observatório estadual de migrações internacionais. Esta ferramenta reuniria, organizaria e disponibilizaria dados confiáveis para o poder público e a sociedade. A iniciativa ganha urgência com o avanço da Rota Bioceânica, que deve intensificar fluxos migratórios e gerar novos desafios sociais, econômicos e culturais para os municípios sul-mato-grossenses. “Sem dados, não há planejamento. E sem planejamento, os impactos recaem diretamente sobre a população”, afirma.

Equilíbrio entre Carreira, Família e Estudos

Conciliar a rotina profissional com os dois anos de estudos intensos exigiu dedicação. Casada há 18 anos e mãe de Amanda, de 7, Ana Lucia encontrou na família um pilar fundamental. “Ela participava das minhas aulas online, aparecia na câmera, conversava com os professores. Foi um processo que envolveu toda a família”, relembra.

O apoio institucional, com a liberação para atividades acadêmicas e o incentivo da equipe, também foi crucial. “Esse reconhecimento faz diferença. Motiva, fortalece e mostra que o servidor também pode crescer”, destaca.

Olhar para o Futuro e Transformação

Mais que um título, o mestrado abre uma nova etapa para Ana Lucia. Seu objetivo agora é concretizar a proposta do observatório e contribuir diretamente para a melhoria das políticas públicas estaduais. Ela enfatiza o papel transformador do conhecimento, especialmente para mulheres servidoras. “Muitas vezes a gente se coloca em segundo plano. Mas é importante buscar o que queremos. O estudo abre portas, amplia a visão e nos prepara para novas oportunidades”, conclui.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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