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MS Fortalece Banco de DNA Criminal com Coleta de 300 Perfis Genéticos

Ação coordenada pela Sejusp na Penitenciária da Gameleira II, em Campo Grande, integra operação regional do Codesul para ampliar capacidade de investigações criminais.

05/05/2026 às 06:36
3 min de leitura

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A Polícia Científica e a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul realizaram, em 30 de abril, uma operação crucial para a segurança pública, coletando cerca de 300 amostras de material biológico de custodiados na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), faz parte da Operação Codesul Perfil Genético, que mobiliza também Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul na expansão do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).

O objetivo principal é robustecer o BNPG, uma ferramenta vital para as investigações criminais. Os perfis genéticos, obtidos de forma não invasiva e inseridos no banco após rigoroso processamento laboratorial e validação pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBG), permitem cruzar dados de pessoas legalmente cadastradas com vestígios biológicos encontrados em cenas de crimes ou vítimas. Esse cruzamento é fundamental para identificar possíveis autores, conectar diferentes delitos e fornecer provas técnico-científicas irrefutáveis.

A execução da operação em Mato Grosso do Sul contou com a expertise da Polícia Penal na triagem, seleção e organização dos custodiados dentro da unidade prisional. Já a Polícia Científica, por meio do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), ficou responsável pela coleta, análise laboratorial, validação e gestão técnica dos perfis genéticos. Para Rodrigo Rossi Maiorchini, diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), a ação demonstra a sinergia entre a rotina prisional e o trabalho pericial. “A etapa realizada dentro do estabelecimento penal exige planejamento, controle de fluxo e identificação prévia dos custodiados que se enquadram nos critérios legais. Esse trabalho de organização é o que permite que a Polícia Científica execute a coleta com segurança e dentro dos protocolos necessários”, destacou Maiorchini.

A diretora do IALF, perita criminal Josemirtes Prado da Silva, ressaltou a importância da qualidade dos dados. “Cada perfil inserido com qualidade técnica amplia a capacidade de comparação do banco. Isso pode permitir a conexão entre crimes, indicar possíveis autores e abrir novas linhas de investigação em casos que dependem de prova científica”, explicou. Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 5.034 perfis genéticos criminais registrados na RIBPG, sendo 4.081 de condenados – o que representa aproximadamente 40% dos 10.178 indivíduos condenados no sistema prisional do estado.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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