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INTERNACIONAL

Tensão Marca Cessar-Fogo Russo-Ucraniano para o Dia da Vitória em 2024

Trégua de dois dias, anunciada pelo Kremlin para as celebrações do 9 de maio há dois anos, foi ofuscada por acusações mútuas de violações e desconfiança.

07/05/2026 às 22:36
3 min de leitura
Putin

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Há exatos dois anos, em 7 de maio de 2024, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmava que a Rússia adotaria um cessar-fogo de dois dias com a Ucrânia, a partir da meia-noite da sexta-feira, 8 de maio. A trégua foi estabelecida em função das celebrações do Dia da Vitória, em 9 de maio, feriado mais importante na Rússia que marca a derrota da Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial. A iniciativa, contudo, foi recebida com profundo ceticismo e precedida por uma série de acusações de violações de tréguas anteriores, evidenciando a escalada da desconfiança entre os países em conflito.

A confirmação de Peskov, durante uma coletiva de imprensa na época, de que a pausa no conflito abrangeria os dias 8 e 9 de maio, veio após tentativas falhas de cessar-fogo. Dias antes, a Rússia já havia anunciado uma trégua de dois dias, seguida por um anúncio ucraniano de cessar-fogo que começaria em 6 de maio. No entanto, Kiev rapidamente acusou Moscou de ter desrespeitado a sua pausa, afirmando que a Rússia lançou mais de 100 drones e três mísseis nas primeiras horas daquela quarta-feira.

O então ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, criticou veementemente a postura russa. “Isto demonstra que a Rússia rejeita a paz e que seus falsos apelos para um cessar-fogo em 9 de maio não têm relação com a diplomacia. Para Putin, só importam os desfiles militares, não as vidas humanas”, escreveu Sibiga em uma publicação no X (antigo Twitter). Questionado sobre a trégua proposta pela Ucrânia, Peskov na época limitou-se a dizer que “não houve reação por parte da Rússia a isso”, enquanto o presidente ucraniano Volodmir Zelenski alertou que responderia “de maneira recíproca” a qualquer violação de sua iniciativa, classificando as celebrações russas como “um péssimo momento” para eventos públicos.

Em um comunicado tenso, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia chegou a ameaçar atacar Kiev caso a Ucrânia “executasse os seus planos terroristas criminosos durante as celebrações do Dia da Vitória”. A atmosfera de segurança era tão palpável que o tradicional desfile militar em Moscou, naquele ano, não contou com alguns equipamentos pesados, como tanques e mísseis, uma medida atribuída pelo Ministério da Defesa russo à “situação operacional atual”. Peskov também confirmou que as celebrações contariam com medidas de segurança adicionais, especialmente em torno do presidente russo, Vladimir Putin, citando uma “ameaça terrorista representada pelo regime de Kiev”.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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