Mato Grosso do Sul se consolida entre líderes nacionais em transplantes
Estado alcança 6ª posição no país em transplantes de fígado e córnea, segundo dados de 2025, impulsionado por uma rede de captação e realização em expansão.
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Mato Grosso do Sul reafirma sua excelência no cenário da saúde nacional ao consolidar-se entre os estados com melhor desempenho proporcional em transplantes. Os dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) de 2025, divulgados no ano passado pelo Ministério da Saúde, posicionam o estado na 6ª colocação nacional tanto em transplantes de fígado quanto de córnea por milhão de habitantes.
O levantamento detalha que Mato Grosso do Sul registrou uma taxa de 16,8 transplantes hepáticos por milhão de população, garantindo a sexta melhor posição do país. Para os transplantes de córnea, a taxa alcançou 101,9 procedimentos por milhão de habitantes, também assegurando o 6º lugar entre as unidades federativas.
Esse avanço estadual reflete o crescimento histórico observado em todo o Brasil em 2025. O país bateu recorde com 31 mil transplantes realizados, um aumento de 21% em relação a 2022. Tal desempenho nacional é atribuído à otimização da logística do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), ao fortalecimento da distribuição interestadual de órgãos, à expansão das equipes de captação e ao incremento de investimentos federais, com o Sistema Único de Saúde (SUS) financiando cerca de 86% dos procedimentos.
A Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul demonstra o fortalecimento contínuo da rede neste ano. Nos primeiros quatro meses de 2026, entre janeiro e 30 de abril, o estado registrou 25 doadores de múltiplos órgãos e 65 doadores de córneas. No mesmo período, foram efetuados 23 transplantes de fígado, 31 renais e 84 de córnea, evidenciando a dinâmica e a eficiência do sistema local.
Atualmente, a lista de espera no estado concentra 367 pacientes aguardando um rim, 463 por uma córnea, 15 por um fígado e um paciente na fila para transplante de pâncreas. Para Claire Miozzo, coordenadora da Central Estadual de Transplantes, os resultados são fruto da maturidade da rede e do comprometimento das equipes. “Cada doação representa uma oportunidade de salvar vidas e Mato Grosso do Sul vem consolidando um trabalho sério, técnico e humanizado”, afirma.
A coordenadora ressalta, ainda, que a manutenção e o avanço desses indicadores dependem diretamente da conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, um fator crucial para continuar expandindo o acesso a esses procedimentos vitais e reduzir as filas de espera.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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