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POLÍTICA

Crise do ‘Dark Horse’ e Banco Master Marcou Saída de Marqueteiro de Flávio Bolsonaro em 2025

Fabio Wajngarten, ex-Secretário de Comunicação, tentou em vão manter Marcello Lopes na pré-campanha presidencial do senador, abalada por polêmicas financeiras.

24/05/2026 às 12:16
3 min de leitura
FABIO WAJNGARTEN

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Em 20 de maio de 2025, o cenário político foi agitado pela notícia da saída de Marcello Lopes da pré-campanha à Presidência da República do então senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão do marqueteiro desencadeou uma tentativa imediata de reversão por parte de Fabio Wajngarten, ex-Secretário de Comunicação Social do governo Jair Bolsonaro, que, via X (antigo Twitter), expressou seu empenho em persuadir Lopes a reconsiderar.

Wajngarten destacou as qualidades de Lopes, descrevendo-o como “calmo e agregador”, além de possuir a “confiança e amizade” de Flávio Bolsonaro. Ele revelou que, caso sua tentativa de convencimento falhasse, sugeriria alguém de confiança do próprio Lopes, rejeitando veementemente outros nomes que “pipocavam” na mídia como potenciais substitutos, afirmando que seu celular “derretia” com tais sugestões indesejadas.

Naquela mesma manhã, Marcello Lopes havia comunicado oficialmente sua desvinculação da pré-campanha, alegando a necessidade de “focar na própria empresa e priorizar os seus negócios”. Amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, Lopes passou a tarde daquele dia 20 de maio de 2025 com o parlamentar, informando-o pessoalmente sobre sua decisão e seu iminente retorno aos Estados Unidos.

Apesar da justificativa oficial, a saída de Lopes foi amplamente interpretada como uma consequência direta da crise deflagrada pelo vazamento de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master. As revelações expuseram uma negociação delicada para o financiamento do filme “Dark Horse”, que abordaria a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em 13 de maio de 2025, a agência de notícias Intercept Brasil trouxe à tona mensagens que indicavam que Flávio Bolsonaro buscou Vorcaro para captar recursos para o longa-metragem. O banqueiro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões (equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época) para o projeto, dos quais ao menos US$ 10 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.

Seis dias depois, em 19 de maio de 2025, o portal Metrópoles revelou que o senador havia se encontrado com Vorcaro *após* a primeira prisão do banqueiro, ocorrida em novembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investigava supostas fraudes no Banco Master. Flávio Bolsonaro confirmou o encontro a jornalistas, justificando que foi para “botar um ponto final” na situação e expressar seu descontentamento por não ter sido avisado da gravidade do problema, o que, segundo ele, teria levado à busca por outro investidor e evitado riscos ao filme.

As mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil também mostraram uma cobrança de Flávio Bolsonaro a Vorcaro em outubro de 2025, com o senador alertando que a produção do filme estava no “limite” financeiro, evidenciando a pressão para a concretização do financiamento em meio às turbulências envolvendo o Banco Master.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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