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Lendas do Everest: Kami Rita e Lhakpa Sherpa Quebram Próprios Recordes Históricos

Kami Rita atinge 32ª escalada e Lhakpa Sherpa marca 11ª ascensão, consolidando seus legados no topo do mundo em meio a temores de superlotação.

30/05/2026 às 08:46
3 min de leitura

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O Monte Everest testemunha um feito sem precedentes nesta temporada de escaladas: dois dos seus mais lendários alpinistas nepaleses quebraram os próprios recordes, reescrevendo a história do montanhismo. Kami Rita Sherpa, o inigualável “homem do Everest”, alcançou o cume pela impressionante 32ª vez, enquanto Lhakpa Sherpa, a “rainha da montanha”, consolidou seu legado com a 11ª ascensão bem-sucedida, superando a própria marca entre as mulheres.

Aos 56 anos, Kami Rita Sherpa, cuja primeira ascensão data de 1994, continua a desafiar os limites humanos, tendo dedicado grande parte de sua carreira a guiar expedições comerciais até os 8.849 metros de altitude. Sua resiliência e experiência o tornam uma figura icônica para a comunidade alpinista global.

Lhakpa Sherpa, 52, por sua vez, é um símbolo de força e pioneirismo. Em 2000, ela se tornou a primeira mulher nepalesa a não apenas atingir o topo do Everest, mas também a descer com segurança, um feito que abriu caminho para muitas outras. Suas onze ascensões a posicionam como a mulher com o maior número de conquistas no Everest, um testemunho de sua determinação inabalável.

Para Himal Gautam, porta-voz do Ministério do Turismo nepalês, esses feitos representam “um novo marco na história do alpinismo no Nepal” e servem como inspiração para futuras gerações de escaladores. “Os recordes deles motivam outros alpinistas”, acrescentou Gautam, ressaltando o impacto cultural e esportivo das conquistas.

O alpinismo no Everest, que se tornou uma atividade lucrativa desde a histórica primeira ascensão de Edmund Hillary e Tenzing Norgay Sherpa em 1953, vive um momento de efervescência. Nesta temporada de 2026, o Nepal emitiu um número recorde de 492 permissões para escalar a montanha, indicando um interesse crescente e sem precedentes.

Essa popularidade, no entanto, levanta preocupações significativas. Aos pés da montanha, uma verdadeira “cidade de barracas” se formou para abrigar alpinistas e equipes de apoio. Com a maioria dos escaladores dependendo de pelo menos um guia nepalês, estima-se que quase mil pessoas tentarão alcançar o cume nos próximos dias. Essa superlotação é um risco crescente, especialmente quando as condições meteorológicas adversas reduzem drasticamente as janelas de tempo seguras para a ascensão, aumentando o perigo e a pressão sobre a infraestrutura da montanha.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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