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São Paulo Tropeça no Fluminense com Falhas Defensivas e Sistema Tático Que Não Engrena

Sob comando interino de Milton Cruz, Tricolor Paulista sofre com erros individuais e experimento tático que expôs vulnerabilidades cruciais antes da chegada de Dorival Júnior.

30/05/2026 às 00:47
3 min de leitura
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O São Paulo foi superado pelo Fluminense por 2 a 1 no último sábado, em um confronto que evidenciou as dificuldades defensivas e a inadaptação tática do time sob o comando do técnico interino Milton Cruz. A partida, disputada no Maracanã, serviu como um prelúdio para a chegada de Dorival Júnior, que assume a equipe já nesta terça-feira.

A aposta de Milton Cruz foi em uma formação distinta, com Wendell dobrando a lateral esquerda ao lado de Enzo Díaz e a adoção de duas linhas de quatro. A intenção declarada era fortalecer a marcação pelos lados do campo, visando conter os avanços de jogadores como Canobbio, Savarino, Guilherme Arana e Guga do Fluminense, mas o plano não se concretizou conforme o esperado.

Na prática, a movimentação de Wendell se mostrou excessivamente solta, atuando quase como um meio-campista aberto e participando ativamente da armação pelo centro e até pelo lado direito. Essa liberdade, somada à ausência de um volante de marcação mais posicional, abriu brechas significativas e deixou o São Paulo vulnerável aos contra-ataques do Fluminense, que explorou essa fragilidade, além do jogo aéreo, um conhecido ponto fraco do clube paulista.

A fragilidade defensiva se materializou nos gols do Fluminense. O primeiro tento nasceu de uma falha individual de Sabino, que não conseguiu um desarme eficaz em Canobbio na lateral. O uruguaio, sem marcação, teve liberdade para cruzar e encontrar John Kennedy, que abriu o placar.

O segundo gol carioca teve origem em outro erro na saída de bola, desta vez de Dória, que entregou a bola nos pés de Nonato. O lance prosseguiu com Acosta ajeitando para Canobbio finalizar e ampliar a vantagem. No setor ofensivo, Cauly e Artur, peças-chave na criação, tiveram uma primeira etapa apagada, sem conseguir impactar o jogo.

No segundo tempo, as substituições de Milton Cruz trouxeram alguma melhora. A entrada de Ferreirinha no lugar de Cauly amenizou as investidas do Fluminense pelo setor, forçando Guga a se dedicar mais à fase defensiva. Posteriormente, Luan e Tapia também foram acionados, e o São Paulo conseguiu elevar seu nível, criando mais combinações e pressionando o adversário.

A pressão resultou no gol de honra são-paulino, após duas defesas de Fábio. Em uma cobrança de escanteio de Sabino, Dória se redimiu parcialmente ao finalizar de peito para as redes. Contudo, após o gol, a equipe não conseguiu manter a intensidade necessária para buscar o empate, chegando até a sofrer um terceiro gol, que foi anulado por impedimento. A partida, em suma, reafirma o período de transição vivido pelo São Paulo, que agora vira a página para a era Dorival Júnior.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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