Polícia Científica de MS Padroniza Acolhimento a Famílias de Desaparecidos
Novo Procedimento Operacional Padrão abrange IMOL e 14 Núcleos Regionais, otimizando registro de informações e suporte emocional.
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A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS) implementou um novo Procedimento Operacional Padrão (POP) para aprimorar o acolhimento e cadastro de famílias de pessoas desaparecidas. A medida, formalizada pela Portaria CGP/Sejusp/MS nº 007, de 29 de maio de 2026, estabelece diretrizes claras para o atendimento no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) em Campo Grande e nos 14 Núcleos Regionais de Medicina Legal.
O POP visa padronizar a coleta de informações cruciais e o suporte emocional aos familiares. Este procedimento também se aplica a indivíduos que procuram dados sobre corpos não identificados ou não reclamados, organizando a escuta, o registro de dados e os encaminhamentos para auxiliar processos de identificação humana.
Acolhimento e Coleta de Dados Essenciais
O agente de Polícia Científica Vicente Luis Bacelar Barros, responsável pela elaboração do procedimento, ressalta a importância da iniciativa. “Tudo que a família quer é encontrar a pessoa. Ela quer colocar um ponto final, ter direito ao luto. Quando não há uma resposta naquele momento, é preciso registrar as informações, orientar os encaminhamentos possíveis e manter essa família informada dentro do fluxo institucional”, afirma Barros.
O atendimento padronizado exige a coleta de características físicas, descrição de vestimentas, último local e horário em que a pessoa foi vista, fotografias e contatos de familiares. Estes dados são fundamentais para futuras consultas e para evitar a dependência da memória individual do servidor que realizou o primeiro contato.
Encaminhamentos e Suporte Técnico
O POP também exige a verificação da existência de boletim de ocorrência de desaparecimento. Caso o registro ainda não tenha sido feito, a família deve ser encaminhada à Polícia Civil. Em situações específicas, a orientação para coleta de material biológico de familiares pode ser indicada, subsidiando futuros exames de DNA em processos de identificação humana.
Além dos aspectos técnicos, o procedimento enfatiza a importância do acolhimento humanizado. O atendimento deve ocorrer com privacidade, utilizando linguagem clara e considerando o estado emocional dos familiares. A instrução busca evitar que expressões bem-intencionadas causem desconforto ou frustração em quem busca respostas.
Capacitação e Abrangência da Medida
Servidores das unidades de medicina legal participarão de um treinamento online para a aplicação do novo procedimento. A capacitação abordará técnicas de escuta, preenchimento de registros, comunicação sensível e a necessidade de fornecer retornos sobre os encaminhamentos. A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por exemplo, também atua em diversas frentes para garantir a segurança no estado, como a interceptação de cargas ilegais na fronteira com a Bolívia.
Nelson Fermino Junior, coordenador-geral de Perícias da PCi-MS, destaca o impacto da medida. “O familiar que procura uma unidade de medicina legal precisa encontrar o mesmo padrão de orientação, esteja ele em Campo Grande ou em um Núcleo Regional. Um dado colhido de forma incompleta pode dificultar consultas futuras”, explica Junior.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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