Jana Maradona Detalha Pressão Médica por Cuidado Domiciliar Antes da Morte do Pai
Em depoimento emocionante, a filha do ídolo argentino afirmou nesta terça-feira, 9 de junho, que o neurocirurgião Leopoldo Luque defendeu a permanência em casa do ex-jogador, apesar das condições inadequadas.
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A filha de Diego Maradona, Jana Maradona, acusou nesta terça-feira, 9 de junho, o médico pessoal do ex-jogador, Leopoldo Luque, de ter pressionado a família para que o ídolo argentino recebesse cuidados de recuperação em casa, antes de sua morte em novembro de 2020. A declaração foi feita em um tribunal de San Isidro, na região metropolitana de Buenos Aires, durante o julgamento que busca determinar a responsabilidade da equipe médica pela morte do ex-camisa 10.
Jana, de 30 anos, relatou uma conversa crucial ocorrida após a cirurgia de Maradona para tratar um hematoma subdural, em 3 de novembro de 2020. Segundo ela, Luque, principal acusado no processo, teria apresentado a internação domiciliar como a única opção viável. “Ele nos disse que tínhamos uma única chance e que precisávamos decidir bem o que fazer. A casa funcionaria como uma clínica de reabilitação, mas de forma mais acolhedora para o meu pai. Achei que era a melhor decisão”, testemunhou Jana, em depoimento que se estendeu por quase quatro horas.
A filha de Maradona acrescentou que Luque justificou a escolha alegando que o ex-atleta não aceitaria ser internado em uma clínica especializada. “Disseram que seria uma internação séria e que a Swiss Medical estaria totalmente à disposição do meu pai”, completou, reforçando a ideia de que a opção caseira foi apresentada como a mais benéfica e completa para o bem-estar de Maradona.
O julgamento, iniciado em abril deste ano, analisa as condições e a adequação da decisão de manter o ex-jogador em sua residência em Tigre, em detrimento de um centro de reabilitação sugerido por outros profissionais de saúde. Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, vítima de um edema pulmonar agudo e uma parada cardiorrespiratória. Ao menos dez testemunhas já descreveram a casa como imprópria para cuidados médicos intensivos, citando problemas de higiene e infraestrutura.
Além de Jana, o psicólogo Carlos Díaz, também réu no processo, depôs e detalhou o quadro clínico de Maradona, que incluía transtorno bipolar, traços de personalidade narcísica e dependência de álcool e psicofármacos, agravados pela pandemia. Luque, Díaz e outros cinco profissionais de saúde enfrentam acusações de homicídio com dolo eventual, que pode resultar em penas de até 25 anos de prisão. Uma oitava acusada será julgada separadamente.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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