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ESTADO

MS incinera 1 tonelada de medicamentos irregulares em megaoperação contra mercado clandestino

Ação inédita em Dourados, com apoio da PRF, destruiu mais de 20 mil produtos sem registro da Anvisa, avaliados em R$ 15 milhões.

19/06/2026 às 17:17
3 min de leitura

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul, por meio da Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual (CVISA), realizou nesta sexta-feira (19) em Dourados uma das maiores incinerações de medicamentos e produtos irregulares já registradas no país. Aproximadamente uma tonelada de itens apreendidos em fiscalizações no estado foi destruída, representando um valor estimado de mais de R$ 15 milhões.

A ação deu destinação final a mais de 20 mil produtos que estavam sem registro ou comprovação de procedência junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre os materiais incinerados na empresa San Cristo estavam medicamentos emagrecedores análogos de GLP-1, canetas emagrecedoras, peptídeos para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira.

O transporte do material de Campo Grande até Dourados contou com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que também atuou em parceria durante toda a operação, garantindo a segurança e integridade da carga até sua destruição definitiva.

Os itens foram retirados de circulação em ações permanentes de fiscalização conduzidas pela Vigilância Sanitária Estadual. As apreensões ocorreram em centros de triagem e distribuição dos Correios, além de transportadoras que operam em Mato Grosso do Sul, reforçando o combate à comercialização clandestina.

Matheus Pirolo, gerente da Vigilância Sanitária Estadual, enfatizou que a incineração marca a etapa final de um trabalho contínuo de proteção à saúde pública. “A destruição desses produtos demonstra que medicamentos apreendidos em ações sanitárias não retornam ao mercado. É uma medida que garante segurança à população e reforça o compromisso da Vigilância Sanitária no combate ao comércio ilegal de produtos que podem causar sérios danos à saúde”, afirmou.

Pirolo destacou ainda o volume recorde de apreensões alcançado neste ano de 2026, que “demonstra a dimensão do mercado clandestino que atua à margem da legislação sanitária”. Segundo ele, “em poucos meses de operação, alcançamos um volume de apreensões sem precedentes. Trata-se de um trabalho permanente de fiscalização, que busca interromper a circulação de produtos sem qualquer garantia de qualidade, procedência ou segurança para a população”.

A comercialização de produtos sem registro ou procedência comprovada representa um grave risco à saúde pública, expondo os consumidores a substâncias sem controle de qualidade, dosagem inadequada e potenciais efeitos colaterais severos, sem qualquer acompanhamento médico ou farmacêutico.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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