Mato Grosso do Sul Lidera Rumo à Universalização do Saneamento e Projeta Bilhões em Ganhos
Estudo do Instituto Trata Brasil destaca o estado como pioneiro nacional, com meta ambiciosa para 2027 e retorno social de quase R$ 6 para cada R$ 1 investido.
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Mato Grosso do Sul consolida sua posição de destaque nacional na corrida pela universalização do saneamento básico, projetando ser o primeiro estado do Brasil a alcançar a meta até o final de 2027. Um estudo detalhado do Instituto Trata Brasil, apresentado nesta segunda-feira (22), na Governadoria, revela os vultosos benefícios econômicos e sociais já colhidos e os que ainda virão, reforçando o impacto positivo na saúde, economia, turismo e valorização imobiliária da população sul-mato-grossense.
Os dados do Instituto Trata Brasil pintam um cenário de sucesso financeiro e social. Entre 2005 e 2024, Mato Grosso do Sul acumulou ganhos de quase R$ 20 bilhões com a expansão do saneamento, refletindo em economia de gastos em diversos setores devido ao aumento da cobertura de água e esgoto. As projeções futuras são ainda mais impressionantes: de 2025 a 2031, espera-se que esses ganhos brutos atinjam R$ 26 bilhões, saltando para R$ 40,845 bilhões até 2040.
O estudo aponta que cada R$ 1 investido em saneamento no estado gera um retorno social de R$ 5,90, superando significativamente a média nacional de R$ 4,10. “Hoje é o dia de celebrar e agradecer a todos os envolvidos. Podemos ter orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul será o primeiro estado do Brasil a ter o saneamento básico universalizado”, afirmou o governador Eduardo Riedel durante a apresentação. Ele reiterou o compromisso de antecipar a meta para o final de 2027, um ano antes do prazo original de 2028, visando uma “mudança real na vida das pessoas, no bem-estar e na dignidade do cidadão”.
Essa transformação teve seu alicerce em decisões estratégicas tomadas há mais de uma década. Riedel lembrou que o processo começou em 2015, com as discussões para a Parceria Público-Privada (PPP) do Esgoto Sanitário, concretizada em 2021 – uma iniciativa pioneira, anterior à elaboração do Marco Legal do Saneamento. “Antes, o Estado tinha 35% de cobertura de esgoto e hoje chegamos à faixa de 80%. É uma transformação sentida na vida das pessoas, com água de qualidade e saneamento básico”, descreveu o governador.
Para Renato Marcílio, diretor-presidente da Sanesul, o sucesso não é por acaso. “Houve uma visão estratégica que nos permitiu chegar até aqui”, disse. Ele destacou que, somente na atual gestão estadual, a cobertura de esgoto saltou de 60% para 77%, o que representa quase 110 mil novas ligações. “O que a gente ouve, pensa e agora conhece em números nos ajuda a comparar nossa situação e entender onde nós estamos. Foi uma decisão do Estado de entregar algo que era essencial à sociedade”, completou Riedel, sublinhando que o estudo do Trata Brasil apenas “materializa os resultados que a população já está sentindo na prática”.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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