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Alerta da ONU Inclui Droga Sintética Identificada em Mato Grosso do Sul

Dipentilona, apreendida em fevereiro de 2026, integra boletim do UNODC e aciona rede nacional de informações sobre novas substâncias psicoativas.

14/07/2026 às 13:56
3 min de leitura

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A identificação de dipentilona em Mato Grosso do Sul, uma substância psicoativa apreendida em fevereiro de 2026, agora faz parte do boletim do primeiro semestre de 2026 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O documento, divulgado no início de julho, reúne alertas e tendências sobre novas substâncias na América Latina e no Caribe.

Peritos criminais do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF) da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS) analisaram o material apreendido. Em 10 de março, o Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR) recebeu a comunicação da identificação, resultando no Alerta Rápido nº 03/2026.

A emissão deste alerta integra os dados da análise a uma rede nacional de informações. Esta rede conecta laboratórios forenses, órgãos de segurança pública, serviços de saúde e instituições de pesquisa. O alerta não cria novas proibições nem determina operações policiais. A dipentilona já consta na Lista F2 da Portaria SVS/MS nº 344/1998, que classifica substâncias psicotrópicas de uso proscrito no Brasil.

O que é a droga e seus riscos

A dipentilona, também conhecida como dimetilpentilona, pertence ao grupo das catinonas sintéticas. Para sua identificação, os peritos criminais empregaram técnicas como Espectrometria de Infravermelho por Transformada de Fourier e Cromatografia Gasosa com Espectrometria de Massas. Estas metodologias são essenciais para determinar a composição química exata do material e compará-la com dados de referência, visto que substâncias com aparências semelhantes podem possuir composições e efeitos distintos.

As catinonas sintéticas agem como estimulantes do sistema nervoso central, interferindo na ação de neurotransmissores como dopamina, norepinefrina e serotonina. Seus efeitos podem ser comparáveis aos da cocaína, anfetaminas, metanfetamina e MDMA. O Alerta Rápido nº 03/2026 documenta relatos de insônia, alucinações, paranoia e confusão após o consumo. Em contextos clínicos, casos de agitação e taquicardia também foram registrados.

O documento do UNODC informa ainda que catinonas sintéticas podem ser encontradas em produtos comercializados como ecstasy ou MDMA. Esta situação representa um risco adicional, pois o consumidor pode desconhecer a composição real da substância ingerida, dificultando a avaliação dos efeitos e o manejo de possíveis casos de intoxicação.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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