Novo e Podemos Negociam Chapa Presidencial de Zema para 2026
Presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, confirma conversas e estabelece 5 de agosto como prazo para definição do vice.
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O Novo partido negocia uma possível composição com o Podemos para a chapa presidencial do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nas eleições de 2026. Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Novo, confirmou a informação neste sábado, 18 de julho, durante entrevista coletiva em São Paulo. O partido espera concluir as negociações até 5 de agosto de 2026, prazo final para as convenções partidárias.
A declaração ocorreu após o Encontro Nacional do Novo, sediado na capital paulista, com a presença de Zema. A legenda agendou para 27 de julho de 2026 a convenção que deve homologar a candidatura de Zema à Presidência da República.
Negociações com Podemos
Ribeiro detalhou o andamento das conversas. “Temos conversado com alguns partidos, em especial o Podemos. Tenho uma ótima relação com a Renata. Acho que há possibilidade de fazermos uma composição, mas ainda não há essa definição”, afirmou o presidente do Novo. Segundo Ribeiro, a convenção partidária delegará ao Diretório Nacional a responsabilidade de conduzir as negociações para eventuais coligações até o encerramento do calendário eleitoral de 2026.
Critérios para o Vice
Romeu Zema estabeleceu um critério fundamental para a escolha de seu companheiro de chapa. “Nós queremos um vice ou uma vice ficha limpa. Isso é fundamental para continuarmos criticando tanta coisa que está errada sem ter o rabo preso”, declarou o ex-governador.
Avaliação do Cenário Eleitoral
Zema expressou confiança em sua posição atual na corrida presidencial, comparando-a com sua primeira disputa pelo governo de Minas Gerais em 2018. “Estou melhor do que em 2018”, disse ele. O governador ressaltou que, em 2018, sua candidatura ganhou força apenas após o início dos debates. Ele avalia que o eleitor ainda não está focado na campanha eleitoral de 2026, priorizando questões econômicas. “A preocupação do brasileiro hoje é arrumar dinheiro para pagar a conta de energia. O brasileiro está extremamente distante do modo eleição”, argumentou.
Estratégia de Campanha
Questionado sobre a estrutura política, Zema minimizou a importância do apoio de prefeitos. Ele citou suas vitórias e a do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018 como exemplos de que alianças municipais, embora ajudem, não determinam o resultado final de uma eleição. O pré-candidato também afirmou ser o nome da direita que mais cresceu nas redes sociais nos últimos meses e prometeu continuar visitando o País para ampliar sua visibilidade fora de Minas Gerais.
Credenciais e Diferenciais
Ao comparar-se com outros pré-candidatos da direita, Zema enfatizou sua independência. “Não tenho rabo preso. O Brasil precisa de um presidente que chegue lá à prova de chantagem”, declarou. Ele destacou sua trajetória na iniciativa privada e suas duas vitórias sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais como credenciais para a Presidência. “Eu venho do setor privado. Já ganhei do PT em Minas duas vezes e consertei tudo aquilo que o PT estragou”, afirmou.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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