Ex-deputado Neno Razuk é preso na Bolívia após fuga
O ex-deputado estadual Neno Razuk foi preso na Bolívia neste domingo, 2 de agosto. Ele estava foragido desde julho e entrou clandestinamente no país vizinho. Sua entrega às autoridades brasileiras ocorreu na delegacia da Polícia Federal de Corumbá em 3 de agosto.
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A inclusão de Neno Razuk na Lista de Difusão Vermelha da Interpol ainda não havia sido concluída. Por isso, ele não possuía um mandado de captura internacional ativo. A devolução ao Brasil seguiu trâmites de expulsão. A entrega foi feita diretamente à Polícia Federal.
Defesa do Ex-deputado Neno Razuk
O advogado Ricardo Souza Pereira defende o ex-deputado Neno Razuk. Ele confirmou ao Campo Grande News o acompanhamento da situação. A defesa aguarda uma definição oficial da Polícia Federal. “Não temos informações sobre a chegada dele a Campo Grande”, declarou Pereira. “Acompanharemos o desenrolar do caso”.
Condenações e Operação Successione
Neno Razuk era o alvo principal da Operação Successione. Esta operação foi deflagrada pelo Gaeco desde dezembro de 2023. O ex-parlamentar já acumula uma condenação pesada.
- 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
- Crimes incluem organização criminosa armada.
- Também roubo majorado.
- Exploração ilegal do jogo do bicho.
- Ele recorria em liberdade até ter a prisão decretada.
A situação jurídica do político complicou-se em maio deste ano. Uma recontagem de votos pela Justiça Eleitoral causou a perda de seu mandato. Ele deixou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS). Sem o cargo eletivo, Neno Razuk perdeu as proteções institucionais. Isso incluiu o foro por prerrogativa de função.
Ações Penais na Primeira Instância
Com a perda do cargo, as ações penais passaram para a primeira instância. Elas deixaram de tramitar em tribunais superiores. A condenação penal estabelecida foi validada.
Novas Investigações da Successione
O ex-deputado Neno Razuk também é réu na quarta fase da Operação Successione. Esta fase foi deflagrada em 25 de novembro de 2025.
- Corrupção passiva e ativa.
- Lavagem de dinheiro.
- Violação de sigilo funcional.
- Roubo.
- Contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos de azar.
Esta ramificação das investigações do Gaeco apura uma ampla rede criminosa. O foco é o submundo de apostas no estado.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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