Famílias de 12 vítimas carbonizadas em MS aguardam exame de DNA do IALF
Com 5 corpos identificados, análises genéticas ainda são necessárias para liberar restos mortais de outras 12 vítimas de acidentes.
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A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul confirmou a identificação de cinco corpos carbonizados em dois acidentes na BR-163 e na região de Iguatemi e Japorã. No entanto, outras 12 vítimas seguem sem liberação para as famílias, dependendo de exames de DNA.
Vítimas identificadas e próximos passos
Os corpos já liberados pertencem a Valderlanio Daniel Santos, condutor de um Chevrolet Onix no acidente da BR-163, e a quatro ocupantes do veículo envolvido no acidente de sexta-feira (14) entre Iguatemi e Japorã. Entre eles, Luna Benites Santos, de 7 anos; Tiago Honorio dos Santos, 34; Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos, de 14; e Ileo Benites, com 30 anos. Outros três corpos do mesmo acidente ainda esperam testes.
Para as 11 vítimas não identificadas, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) enviou peritos papiloscopistas a Naviraí para tentar identificação por impressões digitais. Caso não seja possível, o processo seguirá para análise genética no IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses).
Acidente na BR-163 em Bandeirantes
No acidente da BR-163, em Bandeirantes, quatro ocupantes do Toyota Etios já têm nomes conhecidos, mas a identificação individual ainda depende de DNA. São eles: José Doná, Natalina Petrelini Doná, Ana Maria Doná Marques e Sergio Doná, todos da mesma família.
Desafios técnicos na identificação
O IALF explica que o fogo degrada o material genético, inviabilizando métodos convencionais. O processo inclui limpeza, moagem e repetição de fases laboratoriais para confirmar o parentesco. A diretora Josemirtes Socorro Fonseca Prado da Silva detalha:
- Primeira etapa: Impressões digitais, pelo Instituto de Identificação.
- Segunda etapa: Comparação odontológica, pelo IMOL (Instituto Médico-Odontológico Legal).
- Terceira etapa: Análise genética, no IALF, com extração e quantificação do DNA.
“Se a amostra não tiver DNA suficiente, todo o processo precisa ser refeito”, alerta Josemirtes, que não estima prazo para liberação dos corpos.
Apoio às famílias enlutadas
A diretora reforça que a Polícia Científica está empenhada nos casos, cientes do sofrimento das famílias. “Queremos dar um enterro digno e fechar esse ciclo”, afirma.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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