Polícia Científica de MS identifica 5 das 16 vítimas carbonizadas em acidentes; 11 aguardam exames de DNA
Cinco vítimas já foram identificadas, mas famílias de 11 carbonizados em acidentes em MS dependem de análise genética.
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Com cinco vítimas já identificadas dos dois acidentes em estradas de Mato Grosso do Sul que deixaram 16 carbonizados na última semana, os corpos das demais 12 ainda dependem de exames de DNA para serem liberados. Novas quatro identificações ficaram prontas hoje.
Identificações confirmadas pela Polícia Científica
Além de Valderlanio Daniel Santos, condutor de um Chevrolet Onix no acidente da BR-163, cujo corpo já foi liberado, agora também serão entregues às famílias os restos mortais de:
- Luna Benites Santos, 7 anos
- Tiago Honorio dos Santos, 34 anos
- Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos, 14 anos
- Ileo Benites, 30 anos
Todos foram vítimas do acidente na noite de sexta-feira (14), entre Iguatemi e Japorã. Os outros três corpos envolvidos no mesmo acidente ainda dependem de mais testes.
A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) informou que uma equipe de peritos papiloscopistas especializada em necropapiloscopia está em deslocamento para Naviraí para avaliar a aplicação do método. Caso não seja possível a confirmação por impressões digitais, a identificação seguirá por exame de DNA, cujas amostras já estão em processamento no IALF.
Quatro vítimas da BR-163 ainda aguardam identificação por DNA
No acidente da BR-163, em Bandeirantes, os nomes já são conhecidos, mas ainda não se sabe quem é quem. Os ocupantes do Toyota Etios — José Doná, Natalina Petrelini Doná, Ana Maria Doná Marques e Sergio Doná, todos da mesma família — dependem de DNA para identificação.
Fogo degrada DNA e dificulta identificação
O IALF explica que o fogo degrada o material genético das amostras, inviabilizando formas convencionais de identificação e exigindo um trabalho complexo e demorado. Ainda não há data prevista para liberação dos corpos para velório e enterro.
O material extraído passa por limpeza, moagem e repetição de fases em laboratório para confirmar o parentesco. Caso as primeiras amostras não tenham condições, novas precisam ser coletadas.
Ordem de métodos de identificação
A diretora do IALF, Josemirtes Socorro Fonseca Prado da Silva, destaca que a identificação segue uma ordem:
- 1ª tentativa: impressões digitais (Instituto de Identificação)
- 2ª tentativa: comparação odontológica (IMOL), quando a pele dos dedos é destruída
- 3ª tentativa: análise genética (IALF), quando os dois primeiros métodos falham
“A partir daí, a gente vai extrair esse DNA. Extraindo o DNA, a gente vai quantificar. A gente vai ver se nessa amostra tem DNA suficiente para a identificação”, explica Josemirtes. Se a quantidade for insuficiente, o processo recomeça.
Na tentativa de tranquilizar as famílias, a diretora afirma que a Polícia Científica está empenhada, mas não há previsão de tempo, pois depende da qualidade do DNA de cada amostra. “A gente sabe que a família quer dar um enterro digno para seus parentes, quer fechar um ciclo”, conclui.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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