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Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prende em flagrante Lourival da Cruz Neto por feminicídio na BR-163

Lourival da Cruz Neto, 19 anos, foi preso por agentes da Delegacia de Jaraguari após matar Joseane Oliveira Nunes, 33, em Campo Grande.

20/08/2026 às 13:38
3 min de leitura
Prisão em flagrante de Lourival da Cruz Neto, suspeito de feminicídio em Campo Grande, na BR-163
Joseane em foto publicada nas redes sociais.(Foto: Reprodução)

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em flagrante, nas proximidades da rodovia BR-163, Lourival da Cruz Neto, de 19 anos. Ele é apontado como o autor do feminicídio que vitimou Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, na noite desta quarta-feira, 19 de agosto, em Campo Grande. A captura foi realizada por agentes da Delegacia de Polícia de Jaraguari, que iniciaram as buscas imediatamente após o crime. O investigado foi encaminhado para a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). No local, o Setor de Investigações Gerais (SIG) e o Setor de Enfrentamento ao Feminicídio (SEFEM) formalizaram a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante e deram andamento aos procedimentos jurídicos cabíveis.

Ciclo da violência e revogação de medida protetiva

Durante o levantamento dos antecedentes do caso, as autoridades identificaram que a vítima possuía um histórico de denúncias de violência doméstica. Em julho de 2026, ela havia registrado um boletim de ocorrência e recebido uma Medida Protetiva de Urgência (MPU). Contudo, poucos dias antes do crime, a mulher compareceu aos órgãos competentes para manifestar formalmente o interesse na revogação do mecanismo de proteção. Em nota oficial, a Polícia Civil esclareceu que a retirada da medida protetiva jamais configura responsabilidade da vítima pela agressão sofrida ou renúncia ao amparo do Estado. A instituição ressaltou que esse comportamento é característico do “ciclo da violência”, uma dinâmica psicológica em que episódios de abuso são sucedidos por fases de reconciliação, promessas de melhora e aparente calmaria, o que dificulta o rompimento definitivo do vínculo afetivo por parte da mulher.

  • Denúncia anterior: Em julho de 2026, vítima registrou BO e obteve Medida Protetiva de Urgência.
  • Revogação: Poucos dias antes do crime, ela pediu a retirada da medida.
  • Posição oficial: Polícia Civil afirma que vítima nunca é responsável pela agressão.

Canais de denúncia e acolhimento

A nota da imprensa reforça que a responsabilidade pelo crime de feminicídio é integral e exclusiva do agressor. As medidas protetivas de urgência continuam sendo classificadas pelas autoridades como os principais instrumentos para interromper o ciclo de abusos e preservar a integridade física das mulheres no estado. A recomendação da Polícia Civil é que qualquer mulher exposta a situações de ameaça ou violência procure imediatamente a rede de apoio pública e registre o fato. Em nota, o órgão reafirmou o compromisso com a investigação rigorosa dos crimes de gênero e com o fortalecimento das ações de proteção em Mato Grosso do Sul. A vítima deixa três filhos órfãos. Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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