Renan Santos nega favorecimento e critica Toffoli após suspensão no TSE
Candidato à Presidência pelo Missão negou irregularidades no registro de candidatura e chamou apontamentos de 'patéticos'.
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Toffoli suspende campanha por indícios de irregularidade
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retirou de pauta e suspendeu a campanha de Renan Santos (Missão) neste domingo (30), após apontar indícios de ilicitude no registro de candidatura. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (31). Toffoli destacou que o candidato não informou todas as contas em redes sociais no prazo exigido pela lei eleitoral.
Segundo o TSE, a campanha levou 12 dias para declarar 18 perfis. No pedido feito em 7 de agosto, Renan informou apenas uma conta no X e um site. As demais redes só foram apresentadas em 19 de agosto, também em nome do vice, Aroldo Medina. Com a omissão inicial, as plataformas não bloquearam os perfis no prazo previsto, e os conteúdos poderiam ter sido recomendados automaticamente a eleitores que não seguiam o candidato.
Renan Santos nega vantagem e critica decisão
Em agenda em São Paulo, Renan Santos classificou os apontamentos como ‘patéticos’ e negou qualquer favorecimento. ‘O nosso time passou as coisas no prazo. Não tenho como estimar porque nem participei disso. Mas não estou tendo vantagem nenhuma. Não estou tendo dinheiro nenhum na campanha. Fui ver que eu poderia ter levado uma vantagem econômica. Isso é uma piada, minha campanha não tem grana nenhuma’, afirmou.
O candidato também disse que os advogados sustentam que as redes foram informadas e que eventual falha seria do sistema do TSE. ‘Pra mim, isso não afeta em nada’, declarou. Com a retirada do processo de pauta, será aberto prazo para a defesa se manifestar. A Corte poderá analisar a nova declaração das redes sociais.
Perfil e propostas de Renan Santos
Renan Santos, de 42 anos, é empresário e cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL). Disputa a primeira eleição à Presidência. Entre as propostas, defende corte radical de gastos, reserva nacional em criptomoedas, substituição da CLT por negociação direta e extinção da Justiça do Trabalho.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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