Greve na Caixa e Correios continua com impasse em negociações
Movimento foi rejeitado pelos trabalhadores, e correios aguardam julgamento sobre abusividade
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A greve dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal e dos Correios entrou em mais uma semana sem acordo. Nesta segunda-feira, os bancários rejeitaram uma nova proposta e a paralisação dos Correios aguarda a decisão do TST sobre a legalidade da greve.
Caixa: assembleias rejeitam proposta do banco
Na Caixa, os trabalhadores votaram contra a proposta apresentada pelo banco em assembleias realizadas durante a tarde. A orientação da Contraf, ligada à CUT, era de aceitar o acordo, mas a categoria seguiu o entendimento contrário.
Entre os pontos da proposta estavam melhorias nas condições de trabalho e no plano de saúde. A Caixa ofereceu, por exemplo, o fim do limite de idade para uso de horas de acompanhamento familiar e maiores flexibilizações para empregados com deficiência. O plano de saúde, no entanto, permaneceu como entrave, com proposta de redução do teto anual de coparticipação para R$ 4,7 mil e fixação de R$ 120 para atendimentos de pronto-socorro.
TST suspende análise de abusividade da greve dos Correios
No Tribunal Superior do Trabalho, o julgamento sobre a abusividade da paralisação foi suspenso. O ministro Vieira de Mello Filho pediu prazo de 48 horas para que as federações dos trabalhadores analisem documentos juntados aos autos.
A decisão atende a pedido dos trabalhadores, que ainda não haviam tido acesso integral aos dados. A sessão será retomada na quinta-feira, às 15h30. A FINDECT orientou a permanência da greve até lá.
Impactos e orientações
- Funcionamento: os Correios informaram que as agências seguem abertas, com reforço de equipes administrativas em operações de entrega para reduzir impactos.
- Negociação: a empresa diz que mantém diálogo com a categoria, mas ressalta que o impasse no plano de saúde segue sem consenso.
- Rede de atendimento: a Caixa espera minimizar efeitos da paralisação, mas ainda não há previsão de reabertura de negociação.
Histórico do impasse
A greve nos Correios foi deflagrada após descumprimento de cláusulas do acordo coletivo anterior. Em janeiro, decisão liminar suspendeu quatro pontos do contrato, incluindo o Ticket Extra, o plano de saúde, o trabalho em dias de repouso e a gratificação de férias de 70%. A Caixa também vive impasse semelhante, com reivindicações trabalhistas e reajustes salariais em discussão.
Próximos passos
Com a continuidade dos movimentos, a expectativa é de que novas reuniões ocorram nos próximos dias. No TST, a análise do caso foi marcada para quinta-feira, enquanto na Caixa, os sindicatos devem realizar novas assembleias após resposta do banco. Até lá, a orientação é manter as paralisações com respeito às regras de cada categoria.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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