Votar nas eleições pode valer como prova de vida para beneficiários do INSS
Comparecimento às urnas poderá substituir a prova de vida presencial do INSS, usando dados eleitorais automaticamente.
Anuncie Aqui
O comparecimento às urnas nas eleições poderá ser aproveitado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) como uma das formas de comprovação de vida dos beneficiários. Isso significa que, ao votar, o cidadão também poderá ter a Prova de Vida registrada automaticamente no sistema do instituto, sem precisar realizar outro procedimento para essa finalidade.
Atualmente, a prova de vida alcança cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais. A verificação anual tem como objetivo confirmar que o titular continua vivo e, assim, garantir a manutenção regular dos pagamentos.
A possibilidade de utilizar o comparecimento eleitoral como comprovação foi destacada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Segundo ele, os dados do comparecimento às eleições são repassados ao INSS e podem ser utilizados para atualizar a situação do beneficiário. “A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou o ministro.
Mudanças na prova de vida do INSS
A prova de vida passou por mudanças nos últimos anos para reduzir a necessidade de deslocamento dos beneficiários e diminuir filas, custos e transtornos, principalmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Com a Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra. A legislação estabeleceu que o poder público deve buscar, de forma proativa, informações disponíveis em suas próprias bases de dados para confirmar que o cidadão continua vivo.
A regulamentação também prevê diferentes situações que podem ser utilizadas como evidência de vida. Entre elas está o comparecimento às eleições, estabelecido pela Portaria INSS nº 1.408/2022. Na prática, quem votar não precisa realizar uma nova comprovação de vida apenas por essa finalidade. As informações eleitorais são utilizadas no cruzamento de dados feito pelo INSS.
A presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, afirma que o mecanismo facilita o procedimento para os segurados e contribui para a segurança dos pagamentos. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, afirmou.
INSS cruza diferentes bases de dados
O voto, no entanto, não é a única informação utilizada pelo instituto. Para os beneficiários que não comparecerem às urnas, o INSS mantém o sistema de cruzamento de dados para procurar outros registros capazes de confirmar a vivacidade do cidadão. Esse trabalho é realizado por meio do SIRIS, que reúne informações de diferentes fontes do governo.
Entre os registros que podem ser considerados estão:
- Emissão de documentos;
- Movimentações registradas em bases oficiais;
- Atendimentos realizados pelo cidadão.
O objetivo é evitar que o beneficiário precise realizar uma prova de vida específica quando já existem registros recentes de sua interação com o poder público. Somente quando o sistema não encontra nenhuma informação capaz de confirmar a vivacidade é que o segurado pode ser chamado para regularizar a situação.
Impacto dos dados eleitorais
A utilização dos dados eleitorais já teve impacto significativo no processo de Prova de Vida. Em 2024, a base de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou eventos eleitorais relacionados a 20.957.288 beneficiários do INSS. Desse total, as informações contribuíram para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.
O mecanismo, portanto, integra uma estratégia do INSS de substituir gradualmente a necessidade de procedimentos presenciais por verificações automáticas, utilizando informações que já são produzidas em diferentes serviços públicos. Com isso, o comparecimento às urnas passa a ter, além da função eleitoral, utilidade administrativa para os beneficiários do INSS: os dados gerados no dia da eleição podem ser aproveitados pelo instituto para confirmar que o titular do benefício permanece vivo e manter o pagamento sem a necessidade de uma etapa adicional.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
Ver mais matérias
Comentários