Mato Grosso do Sul dobra número de trabalhadores com ensino superior em 13 anos
Em 13 anos, o número de trabalhadores com ensino superior completo em MS saltou de 147 mil para 376 mil, um crescimento de 156%.
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O mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul passou por uma transformação profunda nos últimos 13 anos, com o aumento expressivo da escolaridade dos trabalhadores e mudanças na distribuição dos empregos entre os setores econômicos. Dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (23) mostram que o número de pessoas ocupadas com ensino superior completo mais que dobrou no período.
Crescimento expressivo da escolaridade
Em 2025, o Estado contava com 376 mil trabalhadores com graduação completa, contra 147 mil em 2012 — alta de 156%. Com isso, a participação desse grupo no total de ocupados subiu de 12,5% para 25,6%, um avanço de 13,1 pontos percentuais.
O grupo com ensino médio completo ou superior incompleto também cresceu: passou de 363 mil para 589 mil trabalhadores, aumento de 62,3%. A participação subiu de 30,9% para 40%, tornando-se o maior grupo por escolaridade no Estado.
Na outra ponta, a proporção de trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 37,9% (445 mil) para 20,1% (296 mil), uma redução de 149 mil pessoas e queda de 17,8 pontos percentuais.
Mais pessoas na força de trabalho
A população com 14 anos ou mais em MS cresceu 20,1% entre 2012 e 2025, passando de 1,902 milhão para 2,284 milhões de pessoas. A força de trabalho (ocupados + desocupados) aumentou 21,3%, de 1,251 milhão para 1,517 milhão.
Já a proporção de pessoas na força de trabalho em relação à população em idade ativa variou pouco: de 65,8% para 66,4%. O número de pessoas fora da força de trabalho cresceu 17,8% (de 651 mil para 767 mil), mas perdeu participação relativa (de 34,2% para 33,6%).
Setores que ganharam e perderam espaço
A distribuição setorial dos empregos também mudou. Os setores que mais cresceram em participação foram:
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais: de 17,1% para 20,2% dos ocupados (+3,1 p.p.)
- Transporte, armazenagem e correio: de 4% para 6% (+2 p.p.)
Enquanto isso, setores tradicionais perderam espaço:
- Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: de 12% para 10,2% (-1,8 p.p.)
- Serviços domésticos: de 8,1% para 6,5% (-1,6 p.p.)
O comércio e reparação de veículos manteve-se estável, com 19,4% dos ocupados em 2025, mesmo percentual de 2012. A indústria geral oscilou de 11,3% para 11,4%. A construção civil passou de 4,8% para 6,9%, e o setor de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas foi de 8,3% para 9,1%. Já alojamento e alimentação subiu de 4,8% para 5,7%.
Mulheres ganham espaço no trabalho noturno
O IBGE também destacou o aumento da participação feminina em jornadas noturnas ou parcialmente noturnas. Em 2012, havia cerca de 24 mil mulheres nessa condição (23% do total). Em 2025, esse número saltou para 64 mil (39% do total). O crescimento entre as mulheres foi de 167%, contra 22% entre os homens.
Mato Grosso do Sul registrou a sexta maior proporção de mulheres entre trabalhadores noturnos do país, com 39%. A maior foi na Paraíba, com 40,8%.
Os dados são da PNAD Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, que investiga temas como sindicalização, cobertura de CNPJ e local de trabalho.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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