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Policiais de SP podem estar ligados a desvio de drogas em MS, diz Gaeco

Investigação aponta que Lucas "LK" articulava desvio de entorpecentes com agentes paulistas.

26/09/2026 às 15:11
3 min de leitura
Frames de vídeo recebidos por Lucas, “LK” em que policial paulista movimenta tabletes de maconha apreendidas. (Foto: Reprodução)

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A Operação Infiltrados, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), revelou indícios de que policiais de São Paulo podem ter participação no desvio de drogas apreendidas em Mato Grosso do Sul. O principal suspeito, Lucas da Silva dos Santos, conhecido como “LK”, é apontado como o elo entre traficantes e agentes públicos corrompidos.

Como funcionava o esquema

Segundo o Ministério Público, LK fornecia informações sobre carregamentos que seriam interceptados, negociava percentuais dos entorpecentes desviados e administrava a venda do material no mercado ilegal. Em maio de 2025, uma apreensão de 601 kg de maconha em Regente Feijó (SP) levantou suspeitas.

Vídeos de um policial militar separando os tabletes foram encontrados no celular de Lucas, enviados no mesmo dia da operação. “Isso levanta questionamento sobre por qual meio ele teria sido tão celeremente informado”, diz a investigação.

Plano incluía troca de cargas

O caminhão interceptado havia sido planejado por LK com o traficante Maicon Igo Barbosa Moreira, o “Gordinho”, líder de organização criminosa. A carga negociada era cocaína, mas a polícia apreendeu apenas maconha. Mensagens entre Lucas e Eberthe Batista de Almeida indicam que a cocaína foi liberada intencionalmente.

  • Estratégia: O grupo abordaria um veículo com drogas, retiraria a maior parte e apresentaria apenas uma pequena quantidade à delegacia.
  • Simulação: Usariam outro veículo com material falso para justificar a diferença da carga em São Paulo.
  • Divisão: O lucro da droga desviada seria rateado entre os participantes.

Investigação e consequências

A Operação Infiltrados começou em outubro de 2025, a partir de descobertas das operações Traquetos e Blindspot. Foram cumpridos 24 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) informou que todos os servidores afastados responderão a processos administrativos, que podem levar à demissão. O ex-policial Paulo Augusto Torres Galvão Florindo, conhecido como “Paraíba”, já havia sido demitido em agosto por envolvimento em esquema de desvio de muambas.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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