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ESTADO

Polícia Civil de MS só divulga nomes de vítimas após avisar famílias

Para evitar sofrimento adicional, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul definiu que nomes de vítimas só serão revelados após identificação formal e aviso aos familiares.

27/09/2026 às 11:06
3 min de leitura
Perícia em local de acidente aéreo em Campo Grande; novo protocolo da Polícia Civil só divulga nomes após notificação familiar
Perícia criminal em local onde aconteceu a queda de um avião, em Campo Grande, no mês de julho (Foto: Juliano Almeida)

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A Polícia Civil e a Coordenadoria-Geral de Perícias de Mato Grosso do Sul publicaram a Portaria Conjunta nº 287, de 24 de setembro, que estabelece um protocolo para identificação de vítimas em tragédias com múltiplas mortes. A principal regra: nomes só podem ser divulgados após a conclusão da identificação e da comunicação oficial à família. A medida vale para a imprensa, autoridades externas e outros canais.

Como funciona o protocolo em tragédias

O protocolo é acionado quando o número de mortos supera a capacidade das unidades locais ou quando há dificuldade técnica para identificação pelos métodos comuns. A norma não fixa um número mínimo de vítimas: considera a complexidade de cada ocorrência.

No local do desastre, a área é isolada e dividida em setores. Cada corpo, fragmento e pertence recebe um código para rastreamento. Em acidentes com veículos de transporte, há mapeamento dos assentos e estruturas.

Exames e coleta de DNA

Os corpos passam por exames de imagem antes da necropsia para localizar próteses, peças metálicas ou projéteis. Os peritos coletam:

  • Impressões digitais
  • Informações odontológicas
  • Amostras para análise de DNA

Em paralelo, familiares são atendidos em espaço reservado. Eles podem fornecer prontuários médicos, exames, registros dentários e informações sobre o desaparecido. Também é coletado material biológico de parentes ou objetos pessoais exclusivos da vítima para comparação genética.

Identificação e comunicação à família

A identificação é concluída por uma comissão de peritos, que confronta dados do corpo com registros fornecidos pela família. A confirmação exige validação científica de ao menos um dos identificadores principais: impressões digitais, odontologia ou DNA. Somente após o laudo e procedimentos legais os restos mortais são liberados aos familiares.

A portaria estabelece procedimento para situações futuras e não está ligada a nenhum desastre específico, segundo o texto.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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