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INSS: voto em 2026 serve como prova de vida; faltar não bloqueia benefício

INSS pode usar comparecimento às urnas nas Eleições 2026 como prova de vida, mas ausência não gera bloqueio.

01/10/2026 às 08:26
3 min de leitura
Eleições 2026 podem servir como prova de vida do INSS, mas ausência não bloqueia benefício
Homem idoso durante votação em sessão eleitoral no pleito de 2024 (Foto: Arquivo Campo Grande News)

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O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pode aproveitar o comparecimento às urnas nas Eleições 2026 para comprovar que aposentados e pensionistas estão vivos. No entanto, votar é apenas uma das formas de fazer essa confirmação. Quem não participar da votação não terá o benefício bloqueado por esse motivo, esclarece o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Como funciona a prova de vida do INSS

A prova de vida é uma verificação anual que confirma que a pessoa que recebe o benefício continua viva. Para realizá-la, o INSS prioriza o cruzamento de informações de diferentes bases públicas, reduzindo a necessidade de deslocamento até um banco ou agência apenas para cumprir essa exigência. Se o beneficiário não votar, o instituto busca outros registros por meio do sistema SIRIS, como emissão de documentos, movimentações registradas e atendimentos realizados.

Voto facultativo não é obrigatório para idosos

Para pessoas com 70 anos ou mais, o voto é facultativo. Quem decidir ir às urnas poderá ter esse registro aproveitado pelo INSS, mas a participação na eleição não é uma condição para manter a aposentadoria ou a pensão. Segundo o TSE, o segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma informação que permita essa comprovação.

O que diz a advogada previdenciarista

A advogada previdenciarista Juliane Penteado Santana explica que há diferentes formas de realizar a prova de vida, como presencialmente no banco em que o beneficiário recebe o pagamento, ir até ao INSS ou por reconhecimento facial no aplicativo Meu INSS, com a conta gov.br. Ela avalia que o uso de informações já disponíveis ao governo representa um avanço na relação entre o cidadão e o Estado. “Se o Estado já possui determinada informação, não deveria transferir desnecessariamente ao cidadão o ônus de apresentá-la novamente”, afirma.

Bases legais e proteção de dados

O compartilhamento de informações da Justiça Eleitoral segue a Resolução-TSE nº 23.656/2021, que estabelece condições para o acesso de órgãos públicos aos seus sistemas e exige respeito às regras de proteção de dados pessoais. O uso desses registros na prova de vida é de responsabilidade do INSS e está previsto na Portaria PRES/INSS nº 1.408/2022.

Formas de comprovação disponíveis:

  • Comparecimento às urnas: registro eleitoral é aproveitado pelo INSS.
  • Reconhecimento facial: pelo aplicativo Meu INSS com conta gov.br.
  • Atendimento presencial: no banco ou agência do INSS.

Juliane defende que a tecnologia deve ampliar o acesso aos direitos. “A tecnologia deve servir para aproximar direitos das pessoas, e não para criar novas barreiras entre elas e a proteção social”, diz.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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