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Ex-major de MS nega tráfico e alega homônimo em julgamento na Bélgica

Ex-major da PM de MS, julgado na Bélgica por tráfico de 16 toneladas de cocaína, nega participação e atribui crimes a um homônimo.

02/10/2026 às 18:47
3 min de leitura
Foto do ex-major de MS Sérgio Roberto Carvalho, que nega tráfico na Bélgica alegando homônimo.
Sérgio Roberto de Carvalho, o “Escobar brasileiro”, e suas várias faces para despistar a Interpol (Foto: Reprodução)

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O ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, conhecido como “Pablo Escobar brasileiro”, negou envolvimento em esquema de tráfico internacional de cocaína pelo qual é julgado na Bélgica. Em reportagem do jornal belga De Morgen, ele atribuiu os crimes a outra pessoa com o mesmo nome.

Julgamento em Bruxelas

O processo ocorre no complexo Justitia, na antiga sede da Otan, em Evere, região de Bruxelas, com segurança reforçada. Carvalho, de 68 anos, pode receber 15 anos de prisão por supostamente fornecer cocaína à organização de Flor Bressers, apontado como líder de rede de tráfico para a Europa.

Defesa alega homônimo

“Foi um homônimo que cometeu esses crimes, não eu”, declarou Carvalho ao jornal. Ele vinha faltando às sessões por problemas de saúde, mas compareceu na quarta-feira (30) para apresentar sua versão pessoalmente.

Acusações e valores

O Ministério Público belga responsabiliza Bressers pela entrada de 16,9 toneladas de cocaína pelo porto de Roterdã, na Holanda. Dez carregamentos entre agosto de 2019 e abril de 2020 teriam gerado lucro de 200 milhões de euros (cerca de R$ 1,7 bilhão).

  • Cocaína: 16,9 toneladas enviadas da América do Sul
  • Lucro: 200 milhões de euros
  • Pena máxima: 20 anos de prisão para Bressers

Conflitos na defesa

Na quinta-feira (1º), a defesa de Bressers entrou em conflito com o Ministério Público pelo uso de documentos sigilosos. O tribunal suspendeu a audiência e adiou a decisão sobre punição ao advogado Hans Rieder. Juízes já foram afastados após 21 pedidos de suspeição no início de 2026.

Segurança questionada

Advogados protestaram contra cabine de vidro para os acusados e proximidade de agentes armados. A situação de Caio Marchesani, acusado de lavagem de dinheiro, gerou impasse: fiança de 250 mil euros foi depositada, mas soltura foi bloqueada pelo Departamento de Imigração.

Carvalho foi preso na Hungria em 2022 e extraditado para a Bélgica em 2023. Também era procurado pelos Estados Unidos, Itália e Espanha. A análise do InSight Crime aponta que ele operava rotas de cocaína do Peru e Bolívia para o Brasil e Europa desde 2017.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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