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ESTADO

Justiça nega pedido de irmãos Razuk para excluir dados de celulares

Justiça rejeita pedido dos irmãos Razuk para excluir dados de celulares apreendidos na Operação Rodas da Sorte.

05/10/2026 às 10:13
3 min de leitura
Irmãos Razuk têm pedido de exclusão de dados de celulares negado pela Justiça
Eduardo Razuk com o Porsche que foi apreendido durante operação (Foto/Divulgação)

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A Justiça negou a devolução de equipamentos eletrônicos e rejeitou o pedido dos irmãos Eduardo e Rafael Razuk para considerar ilícita a apreensão e excluir dados extraídos dos aparelhos. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (5).

Pedidos rejeitados pela 6ª Vara Criminal

A defesa dos irmãos Razuk e de outros três réus – Haneman Alves Mendes, Camila Matos Alves Mendes e Hyan Lucas Alves Fernandes – solicitou que a Justiça reconhecesse a ilicitude da apreensão e inadmissibilidade das provas derivadas. Todos os pedidos foram indeferidos. A decisão também negou a retirada de cópias ou imagens forenses dos aparelhos e a identificação de destinatários de eventuais dados compartilhados.

Operação Rodas da Sorte e os réus

O processo principal tem oito réus, entre eles Eduardo e Rafael Razuk, Cícero Fabiano Melo Silva, Danuza Costa Rezende da Silva, Joaquim José da Silva Neto, além dos três já citados. A denúncia foi recebida em 24 de setembro pelo juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande. O processo tramita em segredo de Justiça.

A investigação foi deflagrada em agosto pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC). A Operação Rodas da Sorte apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar ou sorteios não autorizados. Na ação, foram apreendidos mais de 20 veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 20 milhões.

Defesa contesta acusações

Eduardo e Rafael Razuk chegaram a ser presos preventivamente e depois soltos mediante medidas cautelares. O advogado Tiago Bunning, que defende Eduardo, afirmou que os sorteios eram autorizados e que não houve ocultação de patrimônio, já que os bens estavam em nome do influenciador e a renda era declarada.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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