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Líder de rebelião de 2005 na Máxima é investigado por homicídios

Líder de rebelião histórica na Máxima, Diógenes Costa Davi é investigado por série de homicídios no Bolsão.

07/10/2026 às 16:33
3 min de leitura
Líder de rebelião de 2005 na Máxima é investigado por homicídios
Diógenes em uma das vezes que foi preso, no ano de 2011. (Foto: Reprodução/Imagem melhorada por Inteligência Artificial)

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Preso recentemente em ação do SIG (Setor de Investigações Gerais) da 1ª Delegacia de Paranaíba, Diógenes é apontado como uma das lideranças da rebelião de 2005 no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. Ele está entre os investigados presos em operação relacionada à atuação de organização criminosa e à sequência de crimes violentos em Paranaíba, Aparecida do Taboado e Três Lagoas.

Conhecido pelos apelidos de “Dil”, “Destro” e “Poquemon”, Diógenes nunca saiu da vida criminosa. O histórico no crime organizado remonta a 2005, quando foi apontado como um dos detentos que lideraram a rebelião. O episódio levou ao isolamento de lideranças no sistema penitenciário estadual e à transferência para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.

Histórico de rebelião e passagem pelo sistema federal

Em janeiro de 2008, reportagem do Campo Grande News registrou o retorno de 16 presos à Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, após cerca de um ano de isolamento. Todos eram apontados como líderes das rebeliões de 2005, e alguns tinham ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Diógenes estava entre eles.

A passagem pelo sistema federal, contudo, não seria o último episódio a relacioná-lo à facção. Em março de 2011, ele voltou a ser preso em Três Lagoas, após fugir da Colônia Penal de Campo Grande. Na ocasião, uma pistola calibre 9 milímetros apreendida pela polícia levou os investigadores até ele. Segundo as informações policiais, Diógenes teria confessado que estava na cidade para matar duas pessoas que possuíam dívidas com o PCC.

Investigação de 2018 e atuação no PCC

Em 2018, o nome de Diógenes voltou a aparecer em investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Interceptações telefônicas da Operação Regresso passaram a acompanhar conversas atribuídas a “Destro”, posteriormente identificado pelos investigadores como Diógenes Costa Davi. Em denúncia, o Gaeco afirmou que ele integrava o PCC e era conhecido pelos codinomes “Destro”, “Dil” e “Poquemon”.

Nas conversas interceptadas, Diógenes teria afirmado que precisava matar um homem chamado Clóvis porque ele havia falado da esposa dele, Vanessa Afonso dos Santos, no Conselho Tutelar. Na ação, ela também foi presa. Outro relatório menciona tratativas envolvendo uma possível execução de um homem conhecido como “Popaye”. Em ligação interceptada, um interlocutor afirma que iria matá-lo e que teria “carta branca”. Na mesma conversa, Diógenes pede maconha.

O Gaeco também atribuiu a Diógenes participação em conversa sobre planejamento de roubo a um caixa eletrônico. Questionado por um interlocutor sobre o crime, ele teria respondido que não tinha tempo naquele momento porque estava “organizando as coisas do comando”.

Novo processo em Três Lagoas

Em 2026, o nome de Diógenes reaparece em processo que tramita em Três Lagoas. O procedimento foi instaurado como pedido de prisão temporária por suspeita de promoção, constituição, financiamento ou integração de organização criminosa. Também aparecem entre os investigados Lucelia Feitosa Centurion, Vanessa e Erick Pereira da Conceição.

Um habeas corpus apresentado ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) em favor de Vanessa revela parte dos crimes investigados. Ela teve a prisão temporária convertida em preventiva e é apontada como suposta mandante de sequestro e cárcere privado de adolescentes. Segundo o acórdão, os elementos reunidos durante a investigação incluem relatos das vítimas sobre a participação da investigada e outras informações que fundamentaram inicialmente a prisão temporária e, posteriormente, a preventiva.

Defesa e decisão do TJMS

O tribunal menciona privação da liberdade de adolescentes mediante violência e graves ameaças, em contexto que, segundo a investigação, estaria relacionado à atuação de organização criminosa. A defesa alegou falta de indícios suficientes de autoria, fragilidade das provas e ausência dos requisitos necessários à manutenção da prisão.

A 1ª Câmara Criminal do TJMS rejeitou o habeas corpus por unanimidade e manteve a preventiva.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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