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Golpe proibido deixa lutador de jiu-jítsu paraplégico em campeonato

Willian Kabuto Hiroyuki sofreu um 'bate-estaca' durante luta em Londrina (PR) e perdeu os movimentos do pescoço para baixo.

12/10/2026 às 10:32
3 min de leitura
Golpe bate-estaca deixa lutador de jiu-jítsu paraplégico em campeonato em Londrina
Willian Kabuto sofreu golpe proibido e ficou paraplégico. (Foto: Reprodução)

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O lutador Willian Kabuto Hiroyuki disputava a categoria absoluta do campeonato em Londrina, no Paraná, quando o adversário Juliano Di Pelli Machado aplicou o golpe. A categoria absoluta permite duelos entre atletas de diferentes pesos.

Kabuto teve luxação entre a quinta e a sexta vértebra cervical, com compressão do canal medular e lesão grave na medula. Ele perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Após semanas internado, ele retornou para casa e agora faz fisioterapia com profissionais de saúde.

O que é o golpe bate-estaca?

O bate-estaca é um movimento em que um atleta levanta o oponente preso na sua guarda e o arremessa ou o deixa cair com força contra o solo. O lutador de baixo fica com a cabeça ou o pescoço voltados para baixo, sujeito a ter o corpo do adversário projetado sobre si.

A prática é proibida no jiu-jítsu e considerada falta grave. O risco de lesões é o motivo da proibição:

  • Coluna cervical: o impacto pode causar fraturas e luxações graves.
  • Traumatismo craniano: a cabeça pode atingir o solo com violência.
  • Paralisia: lesões na medula podem deixar o atleta paraplégico, como ocorreu com Kabuto.

Investigação aponta dolo eventual

O promotor Renato Castro, também praticante do esporte, noticiou o caso à polícia. Para ele, o comportamento “é criminoso”. O delegado Roberto Fernandes afirmou que dez testemunhas foram ouvidas. Nove delas disseram que o golpe sofrido por Kabuto é proibido.

“Ele correu o risco de praticar uma lesão séria, o que a doutrina chama de dolo eventual”, disse o delegado à TV Globo.

A organização do torneio afirma que seguia as regras da CBJJ (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu) e que o árbitro não teria como prever e evitar a situação.

O que diz o adversário?

Juliano Di Pelli Machado se pronunciou nas redes sociais. Ele disse que não teve “tempo de fazer muita coisa” na situação.

“O cara me abraçou por baixo da minha perna e eu, no intuito de defender algo ali, botei o joelho pro chão e o cara estava embaixo de mim e eu não percebi. Não deu tempo de fazer muita coisa”, afirmou.

O atleta já foi investigado anteriormente por outra agressão. Em 2016, ele foi condenado ao pagamento de danos morais por “dar um tapa no rosto e aplicar uma gravata” em uma mulher.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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